SOBRE PARCEIROS C-BOX AUTOR
SOBRE


Apenas o blog de um cara louco e cheio de ideias, tentando um pouco da sua atenção. Um lugar aonde você encontra assuntos abordados de uma maneira simples, rápida e de fácil compreensão. Está esperando o que para começar a ler?


FANFIC?


Semana passada eu publiquei um Fanfic sombrio da saga Crepúsculo, quando me deparei com um amigo que me perguntou o que era um Fanfic, então para esclarecer pessoas que tenham essas dúvidas aí vai a explicação:
Um Fanfic (sigla para Fan Fiction), é um tipo de texto aonde um fã de uma história escreve um conto sobre uma série, um livro, um filme, um anime, um mangá, etc. Sendo que essa história não faz parte do enredo oficial. Ou seja, Fanfic (ou só Fic para os íntimos), é uma história baseada em alguma outra que você goste.
Não entendeu? Vou te dar dois exemplos:
#1. Semana passada eu peguei a história de Crepúsculo e montei uma história nova com os mesmos personagens, ambiente, etc. Mas essa história não faz parte da saga original escrita por Meyer e nem tem comprometimento algum com a mesma;
#2: Uma de minhas parceiras do blog, a Sammysan, escreve em seu blog Fics de Bleach, são vários contos incríveis (que estão disponíveis no DaImaginaçãoÀEscrita.com ),que contam histórias com os personagens da série em anime, mas não fazem parte do roteiro oficial.
Acho que agora deu para entender.
Uma das coisas que eu realmente gosto nos Fics é que o leitor pode criar sua própria versão da história, causando uma interação maior entre os personagens e o leitor, o que dá resultados bem interessantes!
Pois bem, existem classificações para essas histórias, abaixo vão elas, o texto abaixo foi retirado da Wikipedia, eram muitas as classificações!

Doujinshi

Fanficção japonesa, baseada nos mangás, escritos e desenhados por fãs destas séries, como se fosse uma fanzine de um mangá. O termo deriva de Doujin ou grupo literário, que era a forma tradicional de produção, e Shi, que significa revista ou distribuição. Alguns podem considerar trabalhos de aficcionados (fanwork), para muitos são simplesmente publicações de mangá de pequena tiragem.
Normalmente, o termo usualmente se refere a mangás/fanzines de artistas não profissionalizados, podendo conter tanto histórias originais quanto baseadas em um mangá ou um anime da moda, bem popular. Entretanto, escritores de fanfics que se dedicam em criar histórias inspiradas em animes e mangás classificam seus trabalhos como doujinshi, mesmo quando é apenas texto e não possui ilustrações.
O termo Doujinshi Circle é utilizado para designar um grupo de artistas que trabalham juntos na criação de uma obra. A Clamp começou sua carreira como um Doujinshin Circle, contando com 11 integrantes no começo.

Mary Sue

Alguns tipos de fanficções são chamadas pelo estilo Mary Sue, um formato mais "açucarado" em forma de conto, romance ou novela, melodramática e apelativa. O nome do estilo é uma homenagem à Tenente Mary Sue, uma personagem de fanfics de Jornada das Estrelas dos anos 80 que definiu o arquétipo da personagem perfeita altamente idealizada.
Também são chamados Mary Sue (ou Gary Stu, na versão masculina) as fanfictions onde o personagem principal é praticamente onipresente, sendo completamente inatingível.

Cross Over

Fanfics onde se misturam universos (fandoms) diferentes. Ex.: Pokémon/Digimon, Harry Potter/Star Wars.


Darkfic

Fanfic abundante em cenas depressivas, atmosferas sombrias e situações angustiantes. É o contrário das fanfics definidas pelo termo "waffy".


Deathfic

Onde pelo menos um personagem principal morre.


Drabble

É uma fanfic que contém 100 palavras, porém, algumas pessoas consideram Drabble, qualquer história com menos de 1000 palavras.


Double Drabble

É uma fanfic com no máximo 200 palavras.


Slash

Fanfic cujo tema principal concentra-se na relação geralmente amorosa entre dois homens. "Slash" é a palavra em inglês para "barra". Ex: Harry Potter/Draco Malfoy, Sirius Black/Remus Lupin, Sasuke Uchiha/Naruto Uzumaki, Kakashi Hatake/Iruka Umino.


Femslash

Fanfic com relacionamento homossexual feminino. Ex: Hermione Granger/Gina Weasley ou Sakura Haruno/Ino Yamanaka.


Fanon

Indica a presença de idéias já propagadas em outras fanfics e que se tornaram tão populares quanto a obra original.


Lemon

Fanfic com cenas de sexo explicito entre homens.


Lime

História com cenas de sexo implícitas, tanto entre casais hétero, quanto homossexuais.


OC

"Original Character". É quando a fic possui algum personagem criado pelo autor da fanfic.


OOC

"Out of Character". Quando o personagem age de forma diferente do habitual.


Orange

Fanfic com cenas de sexo explicito entre mulheres.


PWP

"Plot? What plot?" Significa: Enredo? Que enredo? Esse tipo de fic não tem muito enredo, dando prioridade ao sexo.


Saga

são fics com muitos capítulos, geralmente mais de 20/25.


Self Inserction

quando o ficwriter (escritor) participa da trama, interagindo com os personagens.


Yaoi

Fanfic com romance entre dois homens, com cenas de sexo.


Yuri

Fanfic com romance entre duas mulheres, com cenas de sexo.


Shonen-ai

Fanfic sobre relacionamentos entre homens, geralmente platônico.


Shoujo-ai

Fanfic sobre relacionamentos entre mulheres, geralmente platônico.


Bondage

Quando ocorre na fic imobilização de um dos parceiros para satisfação sexual.


Dark Lemon/Orange

Fics com cenas de sexo com relação homossexual, Sendo Lemon relação entre homens e Orange relação entre mulhers, com violência explícita. Geralmente estupro.


Fetichismo

Atração por peças de roupas, objetos ou determinadas partes do corpo.


Fluffy

Fanfic extremamente açucarada. Chega a ser mais do que um romance, onde os personagems são carinhosos.


MPREG

Male Pregnant. Fanfic onde personagens do sexo masculino tem a capacidade de engravidar.


NCS

Non Consensual Sex. Quando ocorre uma relação sexual sem o consentimento total de um dos parceiros. Não significa que seja estupro.


POV

Point of View (ponto de vista). Indica de quem é o ponto de vista da cena, ou seja, quem a narra. Pode ser um personagem principal ou secundário.


SAP

Sweet as possible. Significa: tão doce quanto possível. Fanfic açucarada, mas sem excesso.


Side Storie

Fanfic curta que explica um fato ocorrido numa outra fic. Um tipo de "bônus". Um capítulo que não se encaixa no meio da história original. Geralmente é de um capítulo apenas.


SM

Fanfic com cenas de sadomasoquismo.


Threesome

Fanfic com cenas de sexo entre três pessoas.


TWT

Time? What time? Fora da linha temporal. Não tem tempo cronológico. O personagem conta do passado e volta para o futuro, assim sucessivamente.


Voyeurism

Quando se observa alguém com o objetivo de obter satisfação sexual.


What If

O que aconteceria se a história tomasse um rumo diferente. (Ex: Harry Potter voltar ao passado para salvar o mundo bruxo; Sasuke Uchiha descobrir que seu irmão é inocente antes de matá-lo; Edward deixa a Bella ser transformada por James etc.)


Shotacon

Fanfic com romance entre um homem/mulher mais velho com um menino ou entre dois meninos.


Lolicon

Fanfic com romance entre uma mulher mais nova e uma mulher/homem mais velho(a) - O termo deriva da estória "Lolita". (Ex: há fanfics no site Floreios & Borrões (HarryPotterFanfics)que Hermione tem relações amorosas com Severus Snape. Sendo NC ou não.)


Hentai ou Restrita

Fanfic com cenas de sexo (explicitamente).


Citrus

Fanfic de romance adulto, pode ou não conter cenas de sexo.


Canon

Segue o "Cânone". Refere-se a fanfics que sigam fielmente a história, principalmente em termos de shippers (casais como por exemplo: Gil Grissom e Sara Sidle, Harry Potter e Gina Weasley) e caracterização de personagens.


Oneshot

Fanfic que contém somente um capítulo (one-shot: um-tiro (por ser uma leitura rápida)), seja ele curto e postado de uma só vez ou longo e postado em partes.


Songfic

Quando a fanfic segue acompanhada da letra (e/ou tradução) da música, escolhida pelo(a) autor(a), como trilha sonora. Geralmente seu gênero é drama e são Oneshots ou Shortfics.


U.A. (Universo Alternativo)

Quando a fanfic se passa num mundo diferente do criado pelo(a) autor(a) original da série, mas utilizando os personagens já existentes na história, na maioria das vezes buscando não alterar as características físicas e psicológicas das personagens.


Longfic

Quando a história tem capítulos longos e geralmente a história tem muitas voltas.


R.A. (Realidade Alternativa)

Quando a fanfiction se passa com os mesmos personagens e locais dos criados pelo(a)autor(a) original, porém, um dos fatos mudam. (Ex.: Draco e Harry lutam lado a lado contra Voldemort).

Aproveitando a oportunidade, eu gostaria de avisar que para o ano que vem (semana que vem!) eu estou preparando Fanfics de Bleach, Death Note e Hellsing, quem gosta não pode deixar de ler!
Então, o que acharam? Você gosta de ler Fanfics? Quais foram os melhores Fanfics que vocês já viram? Você escreve Fanfics? Deixe seu comentário, seja ele à favor ou contra. Até o próximo post!

O Casamento


Esse texto, assim como A Maldição dos Pôneis Malditos, fazia parte de um outro blog que escrevia, e agora o estou repassando para cá.

Título: O Casamento
Gênero: Humor

Ana se preparou o ano todo para aquele acontecimento, não era todo dia que se casava... cada detalhe estava milimetricamente pensado, ou era o que Ana pensava.
Na igreja Pedro esperava a noiva ansiosamente, na sua cabeça só passava uma frase: "que ela não desista na última hora, que ela não desista na última hora, que ela não desista na última hora".
Tudo parecia estar pronto quando Ana desceu para a frente da sua casa e esperou o carro (foi aí que tudo começou).

***
O carro era diferente do que ela tinha pensado, mas aceitou numa boa, não queria discutir com ninguém naquele dia. Alguns minutos depois de entrar no carro seu celular toca, era Carla, sua sobrinha:
- Alô, tia?
-Oi.
-Sabe a banda que ia tocar...
-Sei, o que foi?
-Bem, o carro deles quebraram no caminho e eles tão muito longe não vão poder vir.
-E agora? Não posso entrar sem marcha nupcial!
-Calma, eu já sei o que eu vou fazer, eu vou baixar alguma coisa da Internet e já trago.
-Tá bom, obrigada!
Assim que desligou o telefone o motorista avisou que eles já estavam chegando, que era para Ana já ir se preparando.
Rapidamente ela jogou o véu sobre o rosto, e então percebeu que ele não tinha sido uma boa ideia, ela não conseguia enxergar quase nada ( ainda mais sem os óculos).
Ao sair do carro alguém lhe puxou pelo braço.
-Calma, eu sou um amigo do seu pai ele teve um problema e não pode vir, então me pediu para entrar com você.
-Ah... mas ele está bem né?
O seu acompanhante ignorou a pergunta e entrou na igreja, logo Ana percebeu que a banda tinha chegado! Ela estava se sentindo feliz até que percebeu algo errado, bem no meio da igreja ela parou, forçou a vista e percebeu que aquela não era a igreja certa.
-O que foi Maria?- disse uma mulher se aproximando.
Ana levantou o véu vagarosamente e disse, nada, é que eu acho que estou no casamento errado. Todos levaram um susto ao ver outra mulher no lugar da noiva.
Passaram 15 minutos só para consolar o noivo que pensou que a amada o tinha abandonado, mais 13 minutos discutindo, até que a noiva chegou, e lá se foram mais 16 minutos separando briga de noiva, sobre quem estragara o casamento de quem.

***

Para a "sorte" de Ana a sua igreja ficava ali perto. Ela foi a pé cada carro que passava um homem se pendurava pela janela e dizia:
-Ele te abandonou benzinho, vem aqui pro tigrão te consolar!
Ana xingou tudo o que podia, e não podia, e então entrou como uma santa na igreja.
Sem o véu percebeu que agora estava no endereço certo.
-Aonde você estava?- perguntou sua mãe.
-Longa história... longa história...
Deu o seu braço para o pai e ao por o pé na igreja, ao dar o suspiro de alívio começou a escutar a música, não a marcha nupcial, mas American Idiot do Green Day.
Ana assassinou a sobrinha com o olhar, a coitada nem percebera que trocara o CD ao esbarrar em um punk no caminho.
Aquilo acabou com Ana.

***
Ana não se casou naquele dia, teve um surto e desmaiou no meio da igreja, esperou mais um ano para se casar e dessa vez fez questão de ir com suas lentes, seus olhos não a enganariam de novo, também fez questão de esquecer de enviar o convite p/ sua sobrinha, assim como para a banda que misteriosamente desapareceu depois do primeiro casamento de Ana.

A Maldicao dos poneis malditos


Essa crônica foi retirado do meu outro blog que mantinha, com certeza você já ouviu essa música infernal que não sai da sua cabeça!


Título: A Maldição dos Pôneis Malditos
Gênero: Humor


Você está em casa, completamente indefeso, liga a TV e de repente entra no ar a propaganda de um carro, uma voz pergunta "O que você prefere um carro com pôneis ou cavalos?", você ainda não entende até que o carro quebra e o motorista xinga "... pôneis malditos!", o capo do carro se abre revelando um cenário de propaganda da My Little Poney, vários pôneis em um carrocel cantam o refrão "... pôneis malditos, pôneis malditos, lálálálálálá...", você pensa "Que bonitinho..." e começa a cantarolar o refrão também, pronto. A maldição te alcançou. Esses poucos segundos foram os responsáveis pela sua completa desgraça diária você vai estar no seu emprego e escutará os pôneis na sua cabeça, no meio de uma importante apresentação para o presidente da empresa você vai cantarolar: "... pôneis malditos, pôneis malditos...", no seu almoço após ser rebaixado, quase demitido, você escuta os pôneis caçoando de você, quando você for ao banheiro, quando você for dormir, em todos os lados eles estarão, na sua mente, na sua vida, voce se arrepende profundamente dos segundos que te levaram a isso, você começa a enxergar o domínio dos pôneis em todos os lados . Chega a chutar e destruir o My Little Poney de sua sobrinha. Você fica cada vez mais paranóico, pensa que os pôneis estão te perseguindo, você surta e desmaia no banheiro, no outro dia o efeito da maldição passou, você está na sua cama, tem graxa nas suas roupas, você se vira de lado e vê que tem parafusos e ferramentas em todos os lados do quarto, você não sabe o que aconteceu, tudo o que consegue lembrar é dos pôneis malditos, você se senta no sofá com o café da manhã e liga a TV, o noticiário da manhã começa com a seguinte notícia "Maluco destrói carrocel de pôneis do centro da cidade".

Fuhrer (Parte 1)



Título: Führer
Gênero: Romance

Sara se esquentava na frente da lareira, encolhida em um cobertor, sua mãe estava na cozinha preparando sopa de repolho para o jantar enquanto seu pai estava perto da janela lendo o livro novo que comprara,  Mein Kampf, um livro que estava sumindo das prateleiras naquela época. Sara ainda não sabia ler, mas pela tamanha concentração que o pai fazia na leitura do livro a fazia pensar que o livro era muito interessante, na capa ela via o rosto de um homem, um tanto quanto estranho, seu olhar era de um cão que caíra da mudança, ele usava um bigode sem as laterais, tinha uma cabeça oval, e sobre ela o seu nome estava escrito em letras estilizadas: Adolf Hitler.
Aquela foi a primeira vez que Sara viu o rosto que mudaria o seu destino para sempre.
Sua mãe Angela a chamou para o jantar, isso era muito contentador para Sara, ela estava com muita fome, ao chegar na cozinha foi recebida com um prato raso de uma rala sopa de repolho.
-O que é isso?- a garotinha perguntou.
-Sopa- a mãe respondeu.
-Mas parece ser ruim, eu não quero!
-Só temos isso Sara, sinto muito.
Para uma menina de seis anos era difícil entender o tamanho do significado da palavra Grande Depressão, Sara só sabia que isso era uma coisa que a fazia comer uma sopa terrível de repolho.
Enquanto Sara meditava sobre o seu ódio ao repolho, seu pai chegou na cozinha, ainda lendo o livro, e sentou-se na mesa sem desgrudar os olhos das páginas. Angela raspou a garganta tentando chamar a atenção do marido, em vão.
-Stephan!- ela chamou.
-O que foi?- disse o homem, sem tirar os olhos do livro.
-Eu gostaria eu você parasse de ler na mesa, é falta de educação.
-O mundo desmorona e ela se preocupa com regras de etiqueta- o homem murmurou.
-Como?
-Nada.
Sara riu baixo por causa da discussão.
-Stephan!- Angela gritou.
-Tudo bem, aqui esta- disse o homem colocando o livro na mesa.
-Queria saber o que de tão interessante tem nesse livro- a esposa falou.
-Ele é simplesmente esclarecedor, Adolf é realmente um gênio, ele com certeza sabe do que está falando.
-E do que ele esta falando?
-Sobre como nós comemos essa sopa de repolho por causa dos judeus.
-Judeus?
-Sim, leia o livro Angela, você vai entender do que estou falando.
O jantar prosseguiu em silêncio, e foi rápido, já que a sopa era muito pouca, Sara cumprimentou o pai e a mãe e foi dormir, enquanto seu pai se recolhia na frente da lareira para continuar a leitura e sua mãe lavava os poucos utensílios sujos.
Stephan tentava se concentrar na leitura quando escutou um choro vindo da cozinha, ele deixou o livro na cadeira - a primeira vez que o largara depois de comprar-, e foi até a cozinha. Ao chegar lá, Stephan encontrou Angela aos prantos.
-Angela o que aconteceu?- o homem perguntou.
-O que não aconteceu seria uma pergunta mais fácil de responder Stephan.
-Como assim?
-Fome, tristeza, dor, a nossa vida é isso?
-Calma, as coisas vão melhorar.
-Vão? De verdade? Então me diga quando por que eu não aguento mais esperar isso acontecer.
A família de Sara, assim como boa parte da Alemanha passavam por um triste momento, a Grande Depressão causou danos terríveis à todos, várias pessoas foram demitidas, a inflação aumentava a cada dia, havia uma sombra de fome e desolação pairando sobre aquela parte do mundo.

***

O pai de Sara a colocou sobre os ombros e gritou:
-Você o está vendo?
-Estou! Estou sim!- a menina gritou.
-E como ele é?
-Que nem na capa do livro.
Stephan levou Sara a um comício de divulgação da plataforma eleitoral de Hitler, várias pessoas tomavam conta das ruas da cidade, todas se empurrando para ver o führer. Sara não entendia o por que de tanta agitação, mas seu pai estava tão animado que ela fazia questão de se animar também.
Foi uma tarde incrível para o partido nazista, as multidões clamavam pelo nome de Hitler, que por sua vez deu um discurso agressivo de como os judeus destruíram seu país, como as mulheres são seres inferiores, como os estrangeiros sujavam o nome da Alemanha e do seu povo.
No fim do comício, Stephan voltou para casa satisfeito, trazendo um sorriso largo no rosto. Ao chegar e casa ele contou nos mínimos detalhes como o führer fez isso e aquilo, e Sara fazia o papel da plateia estérica. Angela assistia aquilo feliz, já que pelo menos uma vez tiveram um momento de alegria, mas no fundo do coração sentia que algo ruim viria daquele estranho líder.
Quando Stephan terminou sua narrativa, Angela se levantou e foi a cozinha preparar comida.
-O que teremos hoje mamãe?- Sara gritou.
-Sopa de repolho- a mulher gritou da cozinha.
-Não!- Stephan falou- Hoje não.
Stephan retirou um dinheiro do bolso e entregou a esposa:
-Vá comprar macarrão, hoje eu estou querendo comida de verdade.
-Stephan, esse dinheiro nos fará falta.
-Não Angela, estou sentindo que logo não fará.
A esposa saiu de casa acompanhada da filha e foram à venda da esquina.
Aquela seria só mais uma compra, mas não, aquele foi o primeiro dia que Sara pousou os olhos sobre Abraham.
Sara estava esperando a mãe do lado de fora da loja quando foi atingida por uma bola na barriga, o que a fez tropeçar e cair no chão. Então um menino, da sua idade veio correndo e a ajudou a se levantar.
-Me desculpe- o menino disse-, eu estava brincando, não foi minha intenção te acertar.
-Tudo bem, eu estou bem.
Sara olhou o menino e se segurou para não rir, ele usava um chapéu preto e um penteado de cabelo engraçado, eram fachos de cabelo das têmporas que desciam pelo rosto como tranças.
-O que aconteceu com seu cabelo?- a menina perguntou.
-Ele é assim mesmo, é por causa da minha religião, eu sou judeu.
-Judeu?- Sara lembrou imediatamente dos insultos de seu pai- o que é isso?
Sara passou todo o tempo conversando com o menino, descobriu que ele se chamava Abraham, que ele vinha de uma família judaica, entre outras coisas. Foi uma amizade daquelas que começam do nada e se torna forte como aço.
A partir daquele dia Sara saía sempre de manhã para brincar com Abraham, sempre sem seu pai notar, pois sabia o quanto ele odiava os judeus. Sara e Abraham tornaram-se amigos inseparáveis.

***

Era setembro de 1930, todos já se preparavam para o inverno, Sara se aquecia na frente da lareira quando Stephan chegou correndo em casa com um jornal entre as mãos.
-Angela! Angela!- ele gritava.
-O que aconteceu?- a mulher disse.
-O partido Nazista venceu.
Sara teve um choque ao escutar aquilo, ela escutara à umas semanas no rádio um grupo de nazistas falando sobre o ódio aos judeus e outras pessoas, ela sabia que algo terrível iria acontecer com Abraham. Sara congelou na frente do fogo, então saiu às escondidas para a rua, foi até a casa de seu amigo, mas ao chegar lá não o encontrou, no lugar de uma enorme casa ficara um monte de cacos, pedras e metais contorcidos, e no meio de tudo uma bandeira vermelha balançava por causa do vento.

Continua...

Obs.: Esse autor não tem, nem teve nenhuma simpatia pelo movimento nazista, as ideias descritas no texto são as que veiculavam na época, e são expostas aqui para se criar a atmosfera que circulava na época.

O Segredo das Arvores (Parte 1)


Título: O Segredo das Árvores
Gênero: Suspense

A lua estava imensa, imponente no céu, iluminando toda a pequena cidade de Alvorada naquela noite, os pássaros noturnos estavam todos cantando, os namorados se embrenhavam pelos bosques para ter um momento à sós, as crianças eram acalentadas pela suave brisa que pousava pela cidade.
Alvorada era tudo o que se podia dizer sobre uma cidadezinha do interior: calma, sem muito o que fazer ou o que ver, mas tudo isso estava prestes a mudar naquela noite, pois no meio da noite silenciosa um grito rasgou a cidade de canto a canto, acordando todos os cidadãos.
O policial que estava cochilando dentro do carro começou a percorrer a cidade procurando de onde viera o grito. As mães tentavam consolar seus filhos que acordavam. Enfim, em dez minutos todos estavam na rua se perguntado o que tinha acontecido.
-Você ouviu também?- perguntou Pedro se pendurando na cerca de casa para falar com a vizinha, Ana.
-Claro, quem que não ouviu aquilo?- a moça respondeu- Foi terrível, foi um grito de desespero, me gelou até a alma.
-É... quem será que gritou?
-Não sei, mas foi uma mulher.
Um burburinho tomou conta das ruas, todos queriam informações sobre aquele som terrível. 
-É um fantasma!- uns diziam.
-Não, deve ser o demônio- outros respondiam, mas ninguém tinha a resposta.
De repente a conversa foi interrompida por um segundo grito idêntico ao anterior. Mas desta vez as vozes na rua soaram como um eco.Os homens então resolveram entrar em casa, pegar suas armas e foram e direção à floresta que cercava a cidade, algumas crianças tentaram acompanhar os pais, mas foram severamente impedidos pelas mães que além disso tentavam deter seus maridos, mas foram esforços em vão.
Ninguém dormiu aquela noite, todos ficaram acordados esperando o retorno da equipe de busca, que por sua vez se embrenhou na floresta e voltou sem respostas. A equipe não havia encontrado nada, nenhuma pista que indicasse um ataque ou mesmo a passada de alguma pessoa ali. Aparentemente não tinha acontecido nada ali.

***

Segunda-feira, assim que chegou na escola, Ana percebeu que todos ainda falavam do incidente na noite anterior, ela já havia se cansado desse assunto, escutara os mais velhos contando lendas macabras a noite toda, acordara cansada de ouvir falar de vampiros, chupa-cabras, mulas-sem-cabeça, enfim, para Ana aquela história já tinha acabado. Ana estava se direcionando para sala quando Pedro a deteu.
-Você soube?- ele disse.
-Soube do que?
-A professora Tânia, ela não veio hoje!
-E daí? Nós não temos aula com ela.
-Mas é que o namorado dela foi na casa dela ontem ver se estava tudo bem por causa da bagunça e ela não estava lá, ele esperou até de manhã e ela não voltou para casa!
-E o que isso tem de interessante?
-Pode ter sido ela que gritou ontem!
-Ok Pedro, eu estou cansada desse assunto.
-Por que?
-Por que sim, agora se não se importa, eu tenho aula de Física agora.
Pedro se afastou e deixou a amiga passar.
Ana sabia que tinha sido um pouco impaciente, mas é que ela não suportava toda essa especulação inútil. Na verdade a questão é que ela não via a hora de se mudar daquela cidade, Alvorada era pacata de mais para ela, ela queria algo maior, uma capital por exemplo, mas para isso teria que concluir os estudos, que era a única coisa que prendia seus pés em Alvorada, bem, quase a única coisa. Ana namorava Carlos à mais ou menos três meses, ela o amava verdadeiramente, e ele a amava também, mas Ana sabia que não estava nos planos de seu amante sair da cidade, ali ele tinha de tudo.
Os pais de Carlos eram donos do único posto de gasolina da cidade, não rendia muito dinheiro, mas para o nível da cidade a família era rica. Mas apesar de toda essa riqueza a família de Carlos não era feliz, isso porque o irmão mais velho de Carlos era extremamente doente, motivo pelo qual os dois eram muito unidos, a família nunca revelou qual era a doença a ninguém, mas toda vez que se perguntava pelo menino a resposta era  sempre a mesma:
-Ele está muito mal, muito mal.
Carlos era o guardião de seu irmão, cuidava dele todos os dias, ele era um segundo pai para o irmão. Os dois conversavam por horas brincavam, passeavam juntos, eram como irmãos gêmeos. No meio dessa história Ana sentia um pouco de inveja, que ela sabia que era inútil e desnecessária, mas sentia uma raiva quando queria sair e Carlos tinha que ficar com o irmão, ou quando estavam à sós e eram interrompidos pelo irmão, enfim Ana tinha uma pequena antipatia por Fred, o irmão mais velho e doente de Carlos.
Ana assistiu a aula aquele dia e ao sair da escola foi correndo para a casa de Carlos, ao chegar lá foi recebida por ele, mas ao invés do sorriso de sempre que ele tinha quando a via ele estava com uma expressão séria no rosto.
-O que aconteceu?- peguntou Ana.
-O Fred piorou- o rapaz respondeu.
-Ah, que pena. Eu vim aqui para te perguntar se você queria ir lá em casa hoje, mas pelo visto não vai dar.
-É, meio que as coisas estão ruins aqui em casa.
-Tá bom fica para outro dia- Ana respondeu dando meia-volta para ir embora, quando Carlos pegou no seu braço.
-Você não vai entrar?
-Não eu não posso, eu combinei com o Pedro de fazer um trabalho na casa dele.
-Ah, o Pedro...
Carlos era o tipo de rapaz ciumento muito comum nos dias de hoje, e o nome de Pedro lhe dava raiva só de ser pronunciado. Ana sabia que aquilo era inútil, já que ela só via Pedro como um amigo e tinha certeza que o rapaz sentia o mesmo por ela.
-Olha se for para começar com isso- a moça falou.
-Tá ok, tudo bem, eu passo na sua casa mais tarde.
-Mas você não tava ocupado.
-Mas não tanto assim- disse o rapaz colando seus lábios no dela.

***

Ana tinha acabado de fazer o trabalho e estava saindo da casa de Pedro quando aconteceu. Pedro a puxou pelo braço e disse:
-Ana, eu sei que esse é o último ano de escola e que você vai embora daqui ano que vem... então eu queria te dizer uma coisa.
-O que?- perguntou Ana.
Pedro puxou Ana pela cintura e beijou, assim que Ana se deu conta do que estava acontecendo ela empurrou o rapaz para trás, uma raiva terrível pousou sobre os seus ombros, ela o xingou, chegou a dar um soco no rapaz e saiu da frente da casa dele.
Agora Ana estava arrependida, aquela era a segunda vez do dia que tinha sido grosseira com seu amigo, mas pelo menos dessa vez ela sabia que tinha que não fora culpa dela, mas mesmo assim sentia um pouco de culpa. "Amanhã de manhã" ela pensou "amanhã de manhã eu resolvo isso".
Na rua o silêncio da noite era novamente interrompido por passos que direcionavam à casa de Ana, era Carlos, ele viu tudo o que acontecera, ele faria Pedro pagar por aquilo.

***

Na terça-feira de manhã Ana foi para a escola com a intensão de falar com Pedro, mas ele não estava lá, foi à casa dos pais deles, e ele também não estava lá. Esperou o dia todo para ver se conseguia se encontrar com ele, mas não havia pista nenhuma do paradeiro do rapaz.
E foi assim na quarta, na quinta, na terça, na sexta, no sábado... e nada de Pedro dar o ar da graça. Mas havia outra coisa que incomodava Ana: Carlos, ele não atendera seus telefonemas nos últimos dias, ela sentia medo de que seu namorado por um terrível acaso tivesse visto o que acontecera e tentado se vingar.

***

Um mês se passou, a cidade de Alvorada teve sua população diminuída, desaparecimentos começaram a acontecer, as famílias começaram a ficar com medo e se mudaram para outras cidades. A colorida e clara Alvorada se tornou cinza.
Por mais que todos estivessem sofrendo com desaparecimentos Ana era a que mais sentia por isso, seu namorado, seu melhor amigo e alguns conhecidos estavam desaparecendo e Ana não podia fazer nada, ou melhor quase nada, nos último mês Ana deu uma detetive e começou a investigar os desaparecimentos, mas não encontrara nada, todas as pessoas desapareciam sem deixar rastros, mas algo dizia a ela que se ela tentasse ela conseguiria algo. E conseguiu. 
Tudo começou numa noite escura, Ana voltava para casa, estava na casa de seu ex cuidando de Fred à pedido da família, quando ao longe avistou uma pessoa, a rua estava vazia os dois eram as únicas pessoas fora de casa naquela hora, e o estranho começou a correr em sua direção, ela deu uma volta sobre os calcanhares e tentou correr, mas antes que desse o primeiro passo o estranho já estava à sua frente, então mais de perto Ana pode ver que era Pedro que estava na sua frente, com as roupas rasgadas, sangrando ele sussurrou em seu ouvido:
-Me ajude, vá à floresta amanhã à noite.
Ana não entendera aquilo, ela tentou perguntar alguma coisa, mas Pedro já desaparecera nas sombras.

Continua...

Cilada


Faz alguns dias que estava lendo Crepúsculo e me peguei pensando: "Vampiros são do mal, eles chupam sangue, matam pessoas inocentes para se alimentar, são demônios (pesquise isso e verá que não é força de expressão), então o que levou Edward Cullen a se tornar tão bonzinho?". Foi então que pensei nesse conto, espero que gostem. Já vou logo avisando: fãs de crepúsculo, nem leiam! Depois não digam que não avisei.

Título: Cilada
Gênero: Fanfic (Deathfic)
Contém: Agressão Física

Isabella Swan sabia muito bem o que queria, não era ser famosa, ter dinheiro, seguir uma profissão que gostava, não, tudo o que ela queria era Edward Cullen. Parecia até brincadeira que já estavam a um mês juntos. Parecia até que tinha sido ontem que o jovem cavaleiro a salvara de ser esmagada pelo carro de Tyler. A paixão fervia dentro deles, Bella sabia que Edward era o homem da vida dela, ou melhor, o vampiro da vida dela. Mas a paixão que segurava os dois era muito mais do que isso, perto de Edward, Bella se sentia forte, poderosa para fazer o que quisesse, ela se sentia uma mulher de verdade.
Naquele momento Bella estava chegando para mais um dia "super-empolgante" de aula. Ela estava atravessando o estacionamento indo ao encontro de seu amado quando seus olhos bateram em alguém: Jacob.
Como toda paixão avassaladora, a de Edward e Bella não poderia passar sem deixar vestígios fatais, como por exemplo no pobre menino lobo. Jacob estava do outro lado do estacionamento com sua moto olhando fixamente para o casal do ano. Por mais que os seus antepassados tivessem feito um pacto, por mais que tudo conspirasse a favor de que os Cullen eram uma família diferente de vampiros, Jacob sentia em seu sangue de que Edward não era tão bom quanto parecia. Naquela manhã ele lera sobre um caso de adolescentes desaparecidos em Port Angeles, depois de três dias de busca pela floresta os policiais encontraram os corpos no chão na mata, sem uma gota de sangue no corpo e completamente desfigurados. Ele sabia que eram vampiros, ele sabia que deveria fazer alguma coisa, mas não tinha provas, só extintos.

***

O casal estava reunido na casa dos Cullen, mais precisamente no quarto de Edward, "conversando". Do lado de fora, pendurado em uma árvore, um vulto negro observava tudo. Era um homem alto, forte, ligeiramente bronzeado, usando uma roupa daquelas que se vê em filmes do séc. XVIII. Não demorou muito até sua posição ser descoberta.
Edward sentiu o cheio do curioso que estava do lado de fora, ele se aproximou da janela deixando Bella sozinha em sua cama, ao chegar perto do vidro da janela inspirou profundamente e sussurrou algo.
O homem que estava na árvore rapidamente desceu e se escondeu nos arbustos, já ia embora quando percebeu que não era o único ali. Em uma árvore mais alta ele pode perceber um homem moreno, musculoso assistindo o casal. Ele analisou bem o rapaz em todos os seus detalhes. "Um lobisomem!" ele pensou "Isso torna tudo muito mais fácil".
O homem esperou alguns minutos até que Jacob finalmente desceu do alto das árvores.
-Hey, menino-lobo!- o homem gritou.
Jacob paralisou, ele tinha tomado muito cuidado para não ser visto, mas parecia que alguém dos sanguessugas o tinha encontrado. Ele se levantou e girou sobre os calcanhares até ver o estranho homem que o chamara.
-Quem é você?- o lobisomem falou.
-Eu sou Eliot, e acho que tenho muito o que conversar com você.

***

Bella estava extremamente entusiasmada e ao mesmo tempo infeliz aquela manhã. Era seu aniversário e Alice faria uma festa para ela. Era muito bom para Bella se sentir querida pelos Cullen, mas ela simplesmente se sentia desconfortável com festas, a ideia a deixava um pouco desconfortável. Mas para não decepcionar ninguém aceitara numa boa.
Bella colocou um vestido que odiava, mas como fora presente de Alice resolveu usá-lo naquela ocasião, saiu com Edward e foram ao encontro da mansão Cullen.
Por mais que odiasse festas, nada estava se parecendo com aquilo que Bella sentia naquele momento, algo dentro dela gritava para ela não ir aquela festa. Por mais que a visão de Edward dirigindo sobre a luz do sol, refletido pela sua linda pele de diamante fosse reconfortante, Bella sentia um medo horrível, e sem explicação.
-Está tudo bem?- Edward perguntou.
-Sim, está tudo bem- ela mentiu.
-Você parece preocupada, é por causa da festa?- ele perguntou
-Não, imagina!- ela mentiu, de novo.
De repente Edward parou o carro no meio da estrada.
-O que foi?- Bella perguntou.
-Não saia do carro- ele disse.
Edward saiu do carro, se posicionou na frente do mesmo, visivelmente com raiva, e gritou:
-Hey! Caçador! Eu sei que está aí.
Então, do meio da mata, Eliot surgiu. Edward se jogou em cima de Eliot, empurrando-o contra as árvores, depois o jogou com toda a sua força para cima do carro.
Bella assistia à tudo sem ter a menor noção do que estava acontecendo, estava aterrorizada. Então Eliot, caído em cima do capo do carro se virou para a menina e gritou:
-Foge!
Bella não moveu um músculo, preferiu obedecer Edward.
-Estúpida- Eliot disse.
Logo após Edward subiu em cima do capo do carro e começou a dar vários socos na cara de Eliot, que esperou alguns segundos para ver se Bella sairia do carro, quando viu que a moça não iria sair agora pegou sua balestra e atirou no peito do vampiro. Bella deu um grito ao ver isso, ela sabia que tinha que fazer alguma coisa, então pisou no acelerador, derrubando Eliot de volta para a mata.
Eliot rolou por um barranco enorme, quando finalmente conseguiu parar, voltou para a estrada, mas era tarde demais eles já não estavam mais ali.

***

Assim que chegou na casa dos Cullen, Bella contou o que tinha acontecido. A família entrou em um estado de choque, era só olhar para os rostos de cada uma para ver que algo ruim estava acontecendo. Ficaram alguns minutos em silêncio, até que Carslile se pronunciou, ele se levantou se virou contra Edward e o pendurou pela gola da camisa.
-Está vendo o que essa brincadeira sua nos custou?
-Ia ser rápido.
-Rápido? Eu sempre disse para você ser mais cuidadoso, disfarçar direito, mas agora você vê o que fez?
Os dois olharam para Bella que olhava confusa para os dois.
-É melhor acabar com isso logo.
Carslile colocou Edward no chão e convocou a família para uma fuga da cidade. Quando todos saíram Bella desabou em lágrimas.
-Edward, por favor, eu não vou ficar, me leve!
-Você não entendeu?
-Não, eu não sei o que está acontecendo, mas eu sei que se eu tenho que escolher eu vou ficar com você.
-Realmente, você está certa em uma coisa, SE você pudesse escolher- o vampiro disse ressaltando o se.
-Como assim?
-Garota estúpida!- ele disse- Graças à você estou prestes a morrer.
Bella não estava entendendo aquilo, Edward nunca falara daquele jeito ou naquele tom com ela.
-O que está acontecendo Edward?- ela perguntou.
-Eu não te amo, eu nunca te amei, tudo não passou de um jogo.
Bella começou a ficar tonta, sua cabeça começou a rodar, nada daquilo fazia sentido.
-Edward, que brincadeira é essa?
O vampiro riu do quão desorientada sua vítima ficou. Ele se aproximou de Bella e se preparou para o seu último lanche, afinal aquele golpe do Caçador o mataria logo logo. Quando Edward foi dar a mordida, um lobo enorme quebrou o vidro da sala e pulou em cima dele o sacudindo para todos os lados. Bella assistiu a cena caída no chão, chorando, era como se tivesse matando ela com Edward ali.
Logo que o lobo teve certeza de que o vampiro estava morto ele voltou a sua forma normal, era Jacob, ele tomou Bella em seus braços e a levou para junto dos Quileutes.

***

Naquela tarde o Rio Quillayute cheirou a sangue, sangue de vampiro. Eliot caçou cada membro da família Cullen e os matou rapidamente, fora tão rápido que resolveu o problema antes de anoitecer. Enquanto isso, Bella chorava na aldeia quileute, entre gritos de desespero e dor, Jacob tentava consolá-la, mas nada a fazia para de chorar.
Jacob teve que explicar tudo o que acontecera aos outros lobos também, teve que explicar  que os Cullen planejavam atacar a aldeia e retomar a posse das terras do Tratado de Olímpia, e que enquanto isso atacavam e se alimentavam nas cidades próximas como Port Angeles. Jacob também disse que os vampiros tem um extinto de brincar com a comida, e foi assim que Edward fingiu se aproximar de Bella, mas ele ficou tão preocupado com esse jogo que se esqueceu de esconder os rastros para os Caçadores não os encontrarem.
Os Caçadores eram uma seita que caçava monstros, e estavam na cola dos Cullen à seculos, e graças aos descuidos de Edward finalmente obtiveram a vitória.Todos os lobos se reuniram para escutar as explicações, e se esqueceram de vigiar Bella.
No meio da noite, enquanto a reunião se desenrolava, Bella saiu da casa onde estava, andou até o penhasco e parou. Ali olhou o mundo a sua volta e se lembrou do toque gélido de seu amante, das palavras sedutoras que ele dizia, do seu toque, do seu corpo, e lembrando daquilo, se entregou aos braços gélidos das ondas se jogando do penhasco. E antes de cair nas águas pensou: "Se é no inferno que você está, aqui estou eu meu amado Edward".

DEADMAN

Já faz alguns dia que coloquei um poster aqui e no diHITT de um novo conto que escreveria chamado Deadman, mas não coloquei a sinopse, então aí vai ela:
Quase à beira da falência o detetive Hank Bascon recebe o seu último caso: provar a inocência de uma jovem em um caso de assassinato, após várias investigações ele acaba se envolvendo em um submundo de drogas e assassinatos misteriosos sempre na mesma situação do da jovem que conheceu, mas isso não é tudo, em todos os casos vai se deparar com a presença da palavra Deadman. O caso que tinha tudo para dar certo vai por em risco não só Hank, mas a sua família. Arriscando sua saúde física e mental caberá à Hank descobrir o que é Deadman.
E aí o que acharam? Espero que gostem! A primeira parte vair estar aqui na sexta!



O Clone (Final)








Atenção: Para uma compreensão melhor do fatos descritos a seguir é sugerível antes ler os capítulos anteriores de O Clone, para isso é só clicar no link O Clone (ao lado).

Título: O Clone
Gênero: Ação/Suspense
Contém: Agressão Física

Toda jornada tem um fim. Tudo o que começa um dia tem que acabar. Quanto aos fatos que colocaram Katy e Susan frente a frente não poderia ser diferente. As duas mulheres se dirigiram à fila do almoço em silêncio, olhando bem nos olhos uma da outra, e quando pegaram seus pratos sentaram-se na mesma mesa.
-Quanto tempo, pensei que tivesse morrido- disse Katy.
-Para você ver né, nem todos os sonhos se tornam realidade- Susan respondeu.
-Então cabe a mim torná-lo real.
-Tente.
Katy não perdeu a oportunidade, se jogou para cima de Susan e começou a golpeá-la. Logo se formou uma roda de detentas gritando em volta das duas, as carcereiras tentaram chegar perto das duas mas mal conseguiram passar pela primeira parte da roda. No centro uma briga incrível se desenvolvia soco e pontapés para todos os lados. No último golpe Susan deu um chute no estomago de Katy, a fazendo cair no chão.
Katy sabia que depois de todas as brigas do dia anterior não teria fogo para vencer justamente, então ela pegou uma faca que tinha conseguido esconder e arremessou contra Susan, a faca pegou no ombro ficando quase presa. Susan retirou a faca e a arremessou de volta, mas sua mira não era tão boa e a faca foi parar no rosto de uma outra detenta que caiu morta.
As outras mulheres que assistiam aquilo odiaram ver uma colega morrer por culpa de uma outra mulher que mal conheciam, então começaram a xingar Susan e vieram na sua direção. Susan por sua vez correu empurrando as detentas que estavam na frente até sair daquela roda e depois procurou um lugar aonde tivesse algo para se defender. Logo se lembrou que estavam em um refeitório, e partiu imediatamente para a cozinha, mas assim que chegou la foi empurrada por Katy para cima de um fogão aceso, por sorte ela só queimou o braço. Mas assim que as outras detentas vieram ver o que acontecera pararam com uma feição de medo.
Susan não entendeu por que as mulheres pararam até olhar para seu braço. Por trás da pele toda queimada e derretida surgiu um pedaço de metal reluzente.
Agora tudo fazia sentido ali, Susan entendeu por que não morreu de hipotermia, nem de fome quando fora sequestrada, e também por que os agentes da Tiger não a mataram de uma vez. Ela não tinha sido clonada. Ela era o clone de Susan Hawkins. Aquela Katy que estava diante dos seus olhos era a Susan verdadeira, e ela era só uma cópia barata.
Susan, o clone, caiu no chão olhando para o braço, em sua cabeça as palavras daquele velho que conhecera soava: "O clone não pode nunca saber que é um clone, caso contrário haveriam milhares de maneiras de alguém descobrir isso". Enquanto pensava as outras presidiárias foram chegando na cozinha, mas dessa vez não tiveram medo, começaram a atacar o clone, que permaneceu imóvel até a sua morte.


***


Katy, ou melhor, a verdadeira Susan, foi levada para a solitária. Ela não conseguia entender por que o clone permaneceu imóvel até ser despedaçado pelas presidiárias, ficou meditando naquilo, mas nunca compreendeu.
Passaram-se duas horas até que alguém a tirou da solitária, uma policial robusta a puxou pelo braço e a conduziu pelos corredores. Susan só percebeu que alguma coisa estava errada quando viu que a policial não a estava levando para a sua cela e sim para a saída.
-Conseguiram provar minha inocência?- Susan perguntou.
-Mais ou menos.
-Como assim mais ou menos?
A policial se calou até chegar na porta da frente, aonde a soltou e disse:
-Minha querida, você realmente achou que a Tiger International se deixaria ser pega por uma simples detetive?
-Como assim, eu consegui!-respondeu Susan- Eu peguei todas as provas de que vocês estavam criando mutações humanas para criar um super-soldado e vender para nações em guerra.
-E achou que não sabíamos disso? Desista.
-Nunca.
-Bem, que seja, você vai morrer mesmo.
-Como assim?
-Não percebeu que a sua comida e a comida do clone eram diferente das outras?
Susan parou, ficara tão preocupada em atacar aquele clone maldito que se esquecer desse simples fato.
-Veneno- Susan disse.
-Com certeza, aproveite sua última hora de vida.
Susan não conseguia aceitar que tudo o que fizera fora em vão, mas foi, a sua missão ficaria para outra pessoa resolver. Ela se abaixou, puxou as pernas contra o corpo ficando em posição fetal, e esperou a morte.


Agradecimentos:
Uau! 5 dias, 5 capítulos! Assim acabou O Clone. Espero que tenham gostado, essa foi um pedaço bem pequeno do que esse blog  tem a oferecer.
Eu queria agradecer à todos os meus amigos, da vida real e do diHITT, que me ajudaram e me incentivaram nesse primeiro projeto. é com uma alegria muito grande que dou adeus à esse conto.
Mas não pense que acabou, segunda eu começo a publicar mais duas histórias, de estilos diferentes. O suspense Deadman, e o romance Füher, além é claro de contos curtos que escreverei. Fiquem atentos às novidades.



Um grande abraço e um até mais ver,
Jason S. Krueguer

O Clone (Parte 4)


Atenção: Para a total compreensão dos fatos descritos a seguir é sugerido antes a leitura de O Clone (Parte 1), O Clone (Parte 2) e O Clone (Parte 3).

Título: O Clone
Gênero: Ação/Suspense
Contem: Agressão Física

Katy estava acabada, e sabia disso, sem Susan ao seu lado não poderia mais ir ao prédio da polícia e nem pegar mais informação nenhuma lá. Sua missão parecia ter acabado de vez. Agora ela estava no supermercado, como uma pessoa comum, comprando comida como uma pessoa comum, se o mundo soubesse quem ela era e o que estava fazendo... talvez fosse diferente, talvez.
No corredor de molhos Katy procurava por alguma coisa especial para por em uma macarronada, passava e repassava os olhos pelas prateleiras e não encontrava nada que pudesse lhe saciar até que os agentes da Tiger viessem lhe buscar. No mesmo corredor, mais ao fundo, um velho carregava suas compras e tossia em cima dos produtos, chamando a atenção de todos à sua volta, que iam se distanciando e mudando de corredor com medo do idoso.
Katy se virou para ver o que estava acontecendo e viu que o que ela esperava viera muito mais cedo do que ela percebera. Katy foi ao centro do corredor aonde ficavam à mostra as facas especiais de aço em promoção, ela abriu um pacote e, como o maior cuidado para não se machucar colocou quatro facas na parte de trás de sua calça super-justa ao corpo, logo após foi ao encontro do idoso que se divertia tentando escolher um tipo de macarrão, ela se aproximou do velho e disse:
-Cabelos de anjo ficam muito bom com cogumelos.
-Ah! Oi e... como você diz que se chama mesmo?É... hum...- dizia o velho esfregando as têmporas, até se lembrar- Katy, não é?
-Exatamente!
-Eu tinha uma esposa com esse nome... Mas enfim, como vai você na nova vida longe de seu querido amigo.
-Vai muito melhor do que antes, o que te traz à essa visita?
-Bem, minha amiga, você já deve ter percebido que sua missão acabou, não é? E que agora tudo o que nos resta é descartá-la!
-Tente- disse Katy dando meia volta para sair dali.
-Se eu fosse você tomava muito cuidado com esse mercado, existem muitos pequenos acidentes que podem acontecer aqui. Não gostaria de perder uma amiga tão boa assim.
Katy entendeu o recado, pegou o carrinho de compras, deu meia volta, e começou a andar, agindo o mais normal possível que pode, conforme foi passando pelos corredores pode perceber rostos conhecidos ali. Rostos que a cada corredor a encaravam e a seguiam. Até que um deles realmente teve coragem de agir.
Uma mulher gorda encheu o carrinho de compras com várias latas de óleo e sem querer soltara o carrinho na direção de Katy, que teve milésimos de segundos para reagir, pulou para a direita e viu o carrinho da mulher gorda se chocar contra o dela, amassando-o em várias partes.
Katy não teve tempo nem para descansar, logo em seguida vieram outros agentes em sua direção que começaram a atirar contra ela, que se começou a correr em direção à saída. mas quando chegou lá, percebeu que os agentes estavam lá também. Foi bem nessa hora que uma voz soou nos alto-falantes:
-Atenção senhorita Katy Hawkins, o prédio está cercado, é inútil tentar fugir, entregue-se ou coisas ruins começarão a acontecer com inocentes.
Um silêncio ecoou pelo ar, Susan foi em direção dos dois agentes que cercavam a porta com as mãos na cabeça. Eles deram um sorriso irônico e vieram em sua direção, assim que chegaram bem perto Katy sacou duas das facas que tinha na calça e golpeou um no pescoço. Quando o segundo viu o que acontecera tentou prender as mãos da moça mas teve seus olhos furados por ela.
Rapidamente Katy deixou o supermercado e fugiu, correu em direção ao Ford vermelho estacionado estrategicamente perto da porta, entrou nele e fugiu. Quando olhou pelo retrovisor e viu que não tinha ninguém a seguindo percebeu que algo ruim lhe esperava.

***

Katy tomou uma decisão talvez estúpida, mas era a única a ser tomada. Foi em direção à casa de Susan, pegou algumas roupas, colocou na mala, pegou um de seus vários documentos falsos, algumas armas e munição, e fugiu.
A viajem foi tranquila, ninguém a seguira durante duas horas. Katy estava muito confiante com sua vitória, mas o destino não é tão bondoso assim. Logo mais a frente Katy teve que parar em uma blitz.
O policial a fez parar, e assim que Katy encostou e abaixou o vidro ele disse:
-Você tem os documentos do carro?
-Tenho claro- ela respondeu passando os documentos para o policial que os analizou meticulosamente.
-Você se importa se eu der uma olhada no porta-malas?
-Não, claro.
Katy desceu do carro deu uma volta e abriu o porta-malas, que estava vazio com apenas uma mala pequena.
-Posso dar uma olhada na mala?- o policial falou.
-Claro.
Ele abriu a mala, olhou todos os bolsos e... encontrou algo que realmente não era muito animador para Katy. O policial levantou os olhos, chamou os colegas e disse:
-Sabe moça, recebemos uma denúncia de um Ford vermelho que levaria um carregamento de cocaína para o outro lado do país, e olha que legal o que eu encontrei.
O policial rasgou um pedaço da mala e deixou cair vários blocos de cocaína no chão.
-Isso não é meu!- disse Katy.
-É... nós sabemos que não.

***

Prostituição. Essa fora a acusação que levara Susan para a cadeia. Mas também, uma mulher bonita, quase nua, vestindo apenas um jaleco, pedindo carona para os caminhoneiros que passavam. Era um pouco óbvio que mais cedo ou mais tarde algo parecido aconteceria. Pelo menos foi a polícia que parou para dar carona, Susan tremeu ao pensar em outra pessoa fazendo isso.
Naquele momento Susan estava no refeitório, era horário de almoço e ela não tinha conseguido provar sua inocência até agora. Ela estava  passando pela porta quando avistou um rosto conhecido do outro lado do refeitório. Seu clone. As duas mulheres se entreolharam, sabiam que não tinham mais nada a perder, só ali dentro poderiam resolver aquele assunto, e o mesmo tinha que se resolver ali, agora.

Continua...