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Apenas o blog de um cara louco e cheio de ideias, tentando um pouco da sua atenção. Um lugar aonde você encontra assuntos abordados de uma maneira simples, rápida e de fácil compreensão. Está esperando o que para começar a ler?


O Segredo das Arvores (Parte 1)


Título: O Segredo das Árvores
Gênero: Suspense

A lua estava imensa, imponente no céu, iluminando toda a pequena cidade de Alvorada naquela noite, os pássaros noturnos estavam todos cantando, os namorados se embrenhavam pelos bosques para ter um momento à sós, as crianças eram acalentadas pela suave brisa que pousava pela cidade.
Alvorada era tudo o que se podia dizer sobre uma cidadezinha do interior: calma, sem muito o que fazer ou o que ver, mas tudo isso estava prestes a mudar naquela noite, pois no meio da noite silenciosa um grito rasgou a cidade de canto a canto, acordando todos os cidadãos.
O policial que estava cochilando dentro do carro começou a percorrer a cidade procurando de onde viera o grito. As mães tentavam consolar seus filhos que acordavam. Enfim, em dez minutos todos estavam na rua se perguntado o que tinha acontecido.
-Você ouviu também?- perguntou Pedro se pendurando na cerca de casa para falar com a vizinha, Ana.
-Claro, quem que não ouviu aquilo?- a moça respondeu- Foi terrível, foi um grito de desespero, me gelou até a alma.
-É... quem será que gritou?
-Não sei, mas foi uma mulher.
Um burburinho tomou conta das ruas, todos queriam informações sobre aquele som terrível. 
-É um fantasma!- uns diziam.
-Não, deve ser o demônio- outros respondiam, mas ninguém tinha a resposta.
De repente a conversa foi interrompida por um segundo grito idêntico ao anterior. Mas desta vez as vozes na rua soaram como um eco.Os homens então resolveram entrar em casa, pegar suas armas e foram e direção à floresta que cercava a cidade, algumas crianças tentaram acompanhar os pais, mas foram severamente impedidos pelas mães que além disso tentavam deter seus maridos, mas foram esforços em vão.
Ninguém dormiu aquela noite, todos ficaram acordados esperando o retorno da equipe de busca, que por sua vez se embrenhou na floresta e voltou sem respostas. A equipe não havia encontrado nada, nenhuma pista que indicasse um ataque ou mesmo a passada de alguma pessoa ali. Aparentemente não tinha acontecido nada ali.

***

Segunda-feira, assim que chegou na escola, Ana percebeu que todos ainda falavam do incidente na noite anterior, ela já havia se cansado desse assunto, escutara os mais velhos contando lendas macabras a noite toda, acordara cansada de ouvir falar de vampiros, chupa-cabras, mulas-sem-cabeça, enfim, para Ana aquela história já tinha acabado. Ana estava se direcionando para sala quando Pedro a deteu.
-Você soube?- ele disse.
-Soube do que?
-A professora Tânia, ela não veio hoje!
-E daí? Nós não temos aula com ela.
-Mas é que o namorado dela foi na casa dela ontem ver se estava tudo bem por causa da bagunça e ela não estava lá, ele esperou até de manhã e ela não voltou para casa!
-E o que isso tem de interessante?
-Pode ter sido ela que gritou ontem!
-Ok Pedro, eu estou cansada desse assunto.
-Por que?
-Por que sim, agora se não se importa, eu tenho aula de Física agora.
Pedro se afastou e deixou a amiga passar.
Ana sabia que tinha sido um pouco impaciente, mas é que ela não suportava toda essa especulação inútil. Na verdade a questão é que ela não via a hora de se mudar daquela cidade, Alvorada era pacata de mais para ela, ela queria algo maior, uma capital por exemplo, mas para isso teria que concluir os estudos, que era a única coisa que prendia seus pés em Alvorada, bem, quase a única coisa. Ana namorava Carlos à mais ou menos três meses, ela o amava verdadeiramente, e ele a amava também, mas Ana sabia que não estava nos planos de seu amante sair da cidade, ali ele tinha de tudo.
Os pais de Carlos eram donos do único posto de gasolina da cidade, não rendia muito dinheiro, mas para o nível da cidade a família era rica. Mas apesar de toda essa riqueza a família de Carlos não era feliz, isso porque o irmão mais velho de Carlos era extremamente doente, motivo pelo qual os dois eram muito unidos, a família nunca revelou qual era a doença a ninguém, mas toda vez que se perguntava pelo menino a resposta era  sempre a mesma:
-Ele está muito mal, muito mal.
Carlos era o guardião de seu irmão, cuidava dele todos os dias, ele era um segundo pai para o irmão. Os dois conversavam por horas brincavam, passeavam juntos, eram como irmãos gêmeos. No meio dessa história Ana sentia um pouco de inveja, que ela sabia que era inútil e desnecessária, mas sentia uma raiva quando queria sair e Carlos tinha que ficar com o irmão, ou quando estavam à sós e eram interrompidos pelo irmão, enfim Ana tinha uma pequena antipatia por Fred, o irmão mais velho e doente de Carlos.
Ana assistiu a aula aquele dia e ao sair da escola foi correndo para a casa de Carlos, ao chegar lá foi recebida por ele, mas ao invés do sorriso de sempre que ele tinha quando a via ele estava com uma expressão séria no rosto.
-O que aconteceu?- peguntou Ana.
-O Fred piorou- o rapaz respondeu.
-Ah, que pena. Eu vim aqui para te perguntar se você queria ir lá em casa hoje, mas pelo visto não vai dar.
-É, meio que as coisas estão ruins aqui em casa.
-Tá bom fica para outro dia- Ana respondeu dando meia-volta para ir embora, quando Carlos pegou no seu braço.
-Você não vai entrar?
-Não eu não posso, eu combinei com o Pedro de fazer um trabalho na casa dele.
-Ah, o Pedro...
Carlos era o tipo de rapaz ciumento muito comum nos dias de hoje, e o nome de Pedro lhe dava raiva só de ser pronunciado. Ana sabia que aquilo era inútil, já que ela só via Pedro como um amigo e tinha certeza que o rapaz sentia o mesmo por ela.
-Olha se for para começar com isso- a moça falou.
-Tá ok, tudo bem, eu passo na sua casa mais tarde.
-Mas você não tava ocupado.
-Mas não tanto assim- disse o rapaz colando seus lábios no dela.

***

Ana tinha acabado de fazer o trabalho e estava saindo da casa de Pedro quando aconteceu. Pedro a puxou pelo braço e disse:
-Ana, eu sei que esse é o último ano de escola e que você vai embora daqui ano que vem... então eu queria te dizer uma coisa.
-O que?- perguntou Ana.
Pedro puxou Ana pela cintura e beijou, assim que Ana se deu conta do que estava acontecendo ela empurrou o rapaz para trás, uma raiva terrível pousou sobre os seus ombros, ela o xingou, chegou a dar um soco no rapaz e saiu da frente da casa dele.
Agora Ana estava arrependida, aquela era a segunda vez do dia que tinha sido grosseira com seu amigo, mas pelo menos dessa vez ela sabia que tinha que não fora culpa dela, mas mesmo assim sentia um pouco de culpa. "Amanhã de manhã" ela pensou "amanhã de manhã eu resolvo isso".
Na rua o silêncio da noite era novamente interrompido por passos que direcionavam à casa de Ana, era Carlos, ele viu tudo o que acontecera, ele faria Pedro pagar por aquilo.

***

Na terça-feira de manhã Ana foi para a escola com a intensão de falar com Pedro, mas ele não estava lá, foi à casa dos pais deles, e ele também não estava lá. Esperou o dia todo para ver se conseguia se encontrar com ele, mas não havia pista nenhuma do paradeiro do rapaz.
E foi assim na quarta, na quinta, na terça, na sexta, no sábado... e nada de Pedro dar o ar da graça. Mas havia outra coisa que incomodava Ana: Carlos, ele não atendera seus telefonemas nos últimos dias, ela sentia medo de que seu namorado por um terrível acaso tivesse visto o que acontecera e tentado se vingar.

***

Um mês se passou, a cidade de Alvorada teve sua população diminuída, desaparecimentos começaram a acontecer, as famílias começaram a ficar com medo e se mudaram para outras cidades. A colorida e clara Alvorada se tornou cinza.
Por mais que todos estivessem sofrendo com desaparecimentos Ana era a que mais sentia por isso, seu namorado, seu melhor amigo e alguns conhecidos estavam desaparecendo e Ana não podia fazer nada, ou melhor quase nada, nos último mês Ana deu uma detetive e começou a investigar os desaparecimentos, mas não encontrara nada, todas as pessoas desapareciam sem deixar rastros, mas algo dizia a ela que se ela tentasse ela conseguiria algo. E conseguiu. 
Tudo começou numa noite escura, Ana voltava para casa, estava na casa de seu ex cuidando de Fred à pedido da família, quando ao longe avistou uma pessoa, a rua estava vazia os dois eram as únicas pessoas fora de casa naquela hora, e o estranho começou a correr em sua direção, ela deu uma volta sobre os calcanhares e tentou correr, mas antes que desse o primeiro passo o estranho já estava à sua frente, então mais de perto Ana pode ver que era Pedro que estava na sua frente, com as roupas rasgadas, sangrando ele sussurrou em seu ouvido:
-Me ajude, vá à floresta amanhã à noite.
Ana não entendera aquilo, ela tentou perguntar alguma coisa, mas Pedro já desaparecera nas sombras.

Continua...

Cilada


Faz alguns dias que estava lendo Crepúsculo e me peguei pensando: "Vampiros são do mal, eles chupam sangue, matam pessoas inocentes para se alimentar, são demônios (pesquise isso e verá que não é força de expressão), então o que levou Edward Cullen a se tornar tão bonzinho?". Foi então que pensei nesse conto, espero que gostem. Já vou logo avisando: fãs de crepúsculo, nem leiam! Depois não digam que não avisei.

Título: Cilada
Gênero: Fanfic (Deathfic)
Contém: Agressão Física

Isabella Swan sabia muito bem o que queria, não era ser famosa, ter dinheiro, seguir uma profissão que gostava, não, tudo o que ela queria era Edward Cullen. Parecia até brincadeira que já estavam a um mês juntos. Parecia até que tinha sido ontem que o jovem cavaleiro a salvara de ser esmagada pelo carro de Tyler. A paixão fervia dentro deles, Bella sabia que Edward era o homem da vida dela, ou melhor, o vampiro da vida dela. Mas a paixão que segurava os dois era muito mais do que isso, perto de Edward, Bella se sentia forte, poderosa para fazer o que quisesse, ela se sentia uma mulher de verdade.
Naquele momento Bella estava chegando para mais um dia "super-empolgante" de aula. Ela estava atravessando o estacionamento indo ao encontro de seu amado quando seus olhos bateram em alguém: Jacob.
Como toda paixão avassaladora, a de Edward e Bella não poderia passar sem deixar vestígios fatais, como por exemplo no pobre menino lobo. Jacob estava do outro lado do estacionamento com sua moto olhando fixamente para o casal do ano. Por mais que os seus antepassados tivessem feito um pacto, por mais que tudo conspirasse a favor de que os Cullen eram uma família diferente de vampiros, Jacob sentia em seu sangue de que Edward não era tão bom quanto parecia. Naquela manhã ele lera sobre um caso de adolescentes desaparecidos em Port Angeles, depois de três dias de busca pela floresta os policiais encontraram os corpos no chão na mata, sem uma gota de sangue no corpo e completamente desfigurados. Ele sabia que eram vampiros, ele sabia que deveria fazer alguma coisa, mas não tinha provas, só extintos.

***

O casal estava reunido na casa dos Cullen, mais precisamente no quarto de Edward, "conversando". Do lado de fora, pendurado em uma árvore, um vulto negro observava tudo. Era um homem alto, forte, ligeiramente bronzeado, usando uma roupa daquelas que se vê em filmes do séc. XVIII. Não demorou muito até sua posição ser descoberta.
Edward sentiu o cheio do curioso que estava do lado de fora, ele se aproximou da janela deixando Bella sozinha em sua cama, ao chegar perto do vidro da janela inspirou profundamente e sussurrou algo.
O homem que estava na árvore rapidamente desceu e se escondeu nos arbustos, já ia embora quando percebeu que não era o único ali. Em uma árvore mais alta ele pode perceber um homem moreno, musculoso assistindo o casal. Ele analisou bem o rapaz em todos os seus detalhes. "Um lobisomem!" ele pensou "Isso torna tudo muito mais fácil".
O homem esperou alguns minutos até que Jacob finalmente desceu do alto das árvores.
-Hey, menino-lobo!- o homem gritou.
Jacob paralisou, ele tinha tomado muito cuidado para não ser visto, mas parecia que alguém dos sanguessugas o tinha encontrado. Ele se levantou e girou sobre os calcanhares até ver o estranho homem que o chamara.
-Quem é você?- o lobisomem falou.
-Eu sou Eliot, e acho que tenho muito o que conversar com você.

***

Bella estava extremamente entusiasmada e ao mesmo tempo infeliz aquela manhã. Era seu aniversário e Alice faria uma festa para ela. Era muito bom para Bella se sentir querida pelos Cullen, mas ela simplesmente se sentia desconfortável com festas, a ideia a deixava um pouco desconfortável. Mas para não decepcionar ninguém aceitara numa boa.
Bella colocou um vestido que odiava, mas como fora presente de Alice resolveu usá-lo naquela ocasião, saiu com Edward e foram ao encontro da mansão Cullen.
Por mais que odiasse festas, nada estava se parecendo com aquilo que Bella sentia naquele momento, algo dentro dela gritava para ela não ir aquela festa. Por mais que a visão de Edward dirigindo sobre a luz do sol, refletido pela sua linda pele de diamante fosse reconfortante, Bella sentia um medo horrível, e sem explicação.
-Está tudo bem?- Edward perguntou.
-Sim, está tudo bem- ela mentiu.
-Você parece preocupada, é por causa da festa?- ele perguntou
-Não, imagina!- ela mentiu, de novo.
De repente Edward parou o carro no meio da estrada.
-O que foi?- Bella perguntou.
-Não saia do carro- ele disse.
Edward saiu do carro, se posicionou na frente do mesmo, visivelmente com raiva, e gritou:
-Hey! Caçador! Eu sei que está aí.
Então, do meio da mata, Eliot surgiu. Edward se jogou em cima de Eliot, empurrando-o contra as árvores, depois o jogou com toda a sua força para cima do carro.
Bella assistia à tudo sem ter a menor noção do que estava acontecendo, estava aterrorizada. Então Eliot, caído em cima do capo do carro se virou para a menina e gritou:
-Foge!
Bella não moveu um músculo, preferiu obedecer Edward.
-Estúpida- Eliot disse.
Logo após Edward subiu em cima do capo do carro e começou a dar vários socos na cara de Eliot, que esperou alguns segundos para ver se Bella sairia do carro, quando viu que a moça não iria sair agora pegou sua balestra e atirou no peito do vampiro. Bella deu um grito ao ver isso, ela sabia que tinha que fazer alguma coisa, então pisou no acelerador, derrubando Eliot de volta para a mata.
Eliot rolou por um barranco enorme, quando finalmente conseguiu parar, voltou para a estrada, mas era tarde demais eles já não estavam mais ali.

***

Assim que chegou na casa dos Cullen, Bella contou o que tinha acontecido. A família entrou em um estado de choque, era só olhar para os rostos de cada uma para ver que algo ruim estava acontecendo. Ficaram alguns minutos em silêncio, até que Carslile se pronunciou, ele se levantou se virou contra Edward e o pendurou pela gola da camisa.
-Está vendo o que essa brincadeira sua nos custou?
-Ia ser rápido.
-Rápido? Eu sempre disse para você ser mais cuidadoso, disfarçar direito, mas agora você vê o que fez?
Os dois olharam para Bella que olhava confusa para os dois.
-É melhor acabar com isso logo.
Carslile colocou Edward no chão e convocou a família para uma fuga da cidade. Quando todos saíram Bella desabou em lágrimas.
-Edward, por favor, eu não vou ficar, me leve!
-Você não entendeu?
-Não, eu não sei o que está acontecendo, mas eu sei que se eu tenho que escolher eu vou ficar com você.
-Realmente, você está certa em uma coisa, SE você pudesse escolher- o vampiro disse ressaltando o se.
-Como assim?
-Garota estúpida!- ele disse- Graças à você estou prestes a morrer.
Bella não estava entendendo aquilo, Edward nunca falara daquele jeito ou naquele tom com ela.
-O que está acontecendo Edward?- ela perguntou.
-Eu não te amo, eu nunca te amei, tudo não passou de um jogo.
Bella começou a ficar tonta, sua cabeça começou a rodar, nada daquilo fazia sentido.
-Edward, que brincadeira é essa?
O vampiro riu do quão desorientada sua vítima ficou. Ele se aproximou de Bella e se preparou para o seu último lanche, afinal aquele golpe do Caçador o mataria logo logo. Quando Edward foi dar a mordida, um lobo enorme quebrou o vidro da sala e pulou em cima dele o sacudindo para todos os lados. Bella assistiu a cena caída no chão, chorando, era como se tivesse matando ela com Edward ali.
Logo que o lobo teve certeza de que o vampiro estava morto ele voltou a sua forma normal, era Jacob, ele tomou Bella em seus braços e a levou para junto dos Quileutes.

***

Naquela tarde o Rio Quillayute cheirou a sangue, sangue de vampiro. Eliot caçou cada membro da família Cullen e os matou rapidamente, fora tão rápido que resolveu o problema antes de anoitecer. Enquanto isso, Bella chorava na aldeia quileute, entre gritos de desespero e dor, Jacob tentava consolá-la, mas nada a fazia para de chorar.
Jacob teve que explicar tudo o que acontecera aos outros lobos também, teve que explicar  que os Cullen planejavam atacar a aldeia e retomar a posse das terras do Tratado de Olímpia, e que enquanto isso atacavam e se alimentavam nas cidades próximas como Port Angeles. Jacob também disse que os vampiros tem um extinto de brincar com a comida, e foi assim que Edward fingiu se aproximar de Bella, mas ele ficou tão preocupado com esse jogo que se esqueceu de esconder os rastros para os Caçadores não os encontrarem.
Os Caçadores eram uma seita que caçava monstros, e estavam na cola dos Cullen à seculos, e graças aos descuidos de Edward finalmente obtiveram a vitória.Todos os lobos se reuniram para escutar as explicações, e se esqueceram de vigiar Bella.
No meio da noite, enquanto a reunião se desenrolava, Bella saiu da casa onde estava, andou até o penhasco e parou. Ali olhou o mundo a sua volta e se lembrou do toque gélido de seu amante, das palavras sedutoras que ele dizia, do seu toque, do seu corpo, e lembrando daquilo, se entregou aos braços gélidos das ondas se jogando do penhasco. E antes de cair nas águas pensou: "Se é no inferno que você está, aqui estou eu meu amado Edward".

DEADMAN

Já faz alguns dia que coloquei um poster aqui e no diHITT de um novo conto que escreveria chamado Deadman, mas não coloquei a sinopse, então aí vai ela:
Quase à beira da falência o detetive Hank Bascon recebe o seu último caso: provar a inocência de uma jovem em um caso de assassinato, após várias investigações ele acaba se envolvendo em um submundo de drogas e assassinatos misteriosos sempre na mesma situação do da jovem que conheceu, mas isso não é tudo, em todos os casos vai se deparar com a presença da palavra Deadman. O caso que tinha tudo para dar certo vai por em risco não só Hank, mas a sua família. Arriscando sua saúde física e mental caberá à Hank descobrir o que é Deadman.
E aí o que acharam? Espero que gostem! A primeira parte vair estar aqui na sexta!



O Clone (Final)








Atenção: Para uma compreensão melhor do fatos descritos a seguir é sugerível antes ler os capítulos anteriores de O Clone, para isso é só clicar no link O Clone (ao lado).

Título: O Clone
Gênero: Ação/Suspense
Contém: Agressão Física

Toda jornada tem um fim. Tudo o que começa um dia tem que acabar. Quanto aos fatos que colocaram Katy e Susan frente a frente não poderia ser diferente. As duas mulheres se dirigiram à fila do almoço em silêncio, olhando bem nos olhos uma da outra, e quando pegaram seus pratos sentaram-se na mesma mesa.
-Quanto tempo, pensei que tivesse morrido- disse Katy.
-Para você ver né, nem todos os sonhos se tornam realidade- Susan respondeu.
-Então cabe a mim torná-lo real.
-Tente.
Katy não perdeu a oportunidade, se jogou para cima de Susan e começou a golpeá-la. Logo se formou uma roda de detentas gritando em volta das duas, as carcereiras tentaram chegar perto das duas mas mal conseguiram passar pela primeira parte da roda. No centro uma briga incrível se desenvolvia soco e pontapés para todos os lados. No último golpe Susan deu um chute no estomago de Katy, a fazendo cair no chão.
Katy sabia que depois de todas as brigas do dia anterior não teria fogo para vencer justamente, então ela pegou uma faca que tinha conseguido esconder e arremessou contra Susan, a faca pegou no ombro ficando quase presa. Susan retirou a faca e a arremessou de volta, mas sua mira não era tão boa e a faca foi parar no rosto de uma outra detenta que caiu morta.
As outras mulheres que assistiam aquilo odiaram ver uma colega morrer por culpa de uma outra mulher que mal conheciam, então começaram a xingar Susan e vieram na sua direção. Susan por sua vez correu empurrando as detentas que estavam na frente até sair daquela roda e depois procurou um lugar aonde tivesse algo para se defender. Logo se lembrou que estavam em um refeitório, e partiu imediatamente para a cozinha, mas assim que chegou la foi empurrada por Katy para cima de um fogão aceso, por sorte ela só queimou o braço. Mas assim que as outras detentas vieram ver o que acontecera pararam com uma feição de medo.
Susan não entendeu por que as mulheres pararam até olhar para seu braço. Por trás da pele toda queimada e derretida surgiu um pedaço de metal reluzente.
Agora tudo fazia sentido ali, Susan entendeu por que não morreu de hipotermia, nem de fome quando fora sequestrada, e também por que os agentes da Tiger não a mataram de uma vez. Ela não tinha sido clonada. Ela era o clone de Susan Hawkins. Aquela Katy que estava diante dos seus olhos era a Susan verdadeira, e ela era só uma cópia barata.
Susan, o clone, caiu no chão olhando para o braço, em sua cabeça as palavras daquele velho que conhecera soava: "O clone não pode nunca saber que é um clone, caso contrário haveriam milhares de maneiras de alguém descobrir isso". Enquanto pensava as outras presidiárias foram chegando na cozinha, mas dessa vez não tiveram medo, começaram a atacar o clone, que permaneceu imóvel até a sua morte.


***


Katy, ou melhor, a verdadeira Susan, foi levada para a solitária. Ela não conseguia entender por que o clone permaneceu imóvel até ser despedaçado pelas presidiárias, ficou meditando naquilo, mas nunca compreendeu.
Passaram-se duas horas até que alguém a tirou da solitária, uma policial robusta a puxou pelo braço e a conduziu pelos corredores. Susan só percebeu que alguma coisa estava errada quando viu que a policial não a estava levando para a sua cela e sim para a saída.
-Conseguiram provar minha inocência?- Susan perguntou.
-Mais ou menos.
-Como assim mais ou menos?
A policial se calou até chegar na porta da frente, aonde a soltou e disse:
-Minha querida, você realmente achou que a Tiger International se deixaria ser pega por uma simples detetive?
-Como assim, eu consegui!-respondeu Susan- Eu peguei todas as provas de que vocês estavam criando mutações humanas para criar um super-soldado e vender para nações em guerra.
-E achou que não sabíamos disso? Desista.
-Nunca.
-Bem, que seja, você vai morrer mesmo.
-Como assim?
-Não percebeu que a sua comida e a comida do clone eram diferente das outras?
Susan parou, ficara tão preocupada em atacar aquele clone maldito que se esquecer desse simples fato.
-Veneno- Susan disse.
-Com certeza, aproveite sua última hora de vida.
Susan não conseguia aceitar que tudo o que fizera fora em vão, mas foi, a sua missão ficaria para outra pessoa resolver. Ela se abaixou, puxou as pernas contra o corpo ficando em posição fetal, e esperou a morte.


Agradecimentos:
Uau! 5 dias, 5 capítulos! Assim acabou O Clone. Espero que tenham gostado, essa foi um pedaço bem pequeno do que esse blog  tem a oferecer.
Eu queria agradecer à todos os meus amigos, da vida real e do diHITT, que me ajudaram e me incentivaram nesse primeiro projeto. é com uma alegria muito grande que dou adeus à esse conto.
Mas não pense que acabou, segunda eu começo a publicar mais duas histórias, de estilos diferentes. O suspense Deadman, e o romance Füher, além é claro de contos curtos que escreverei. Fiquem atentos às novidades.



Um grande abraço e um até mais ver,
Jason S. Krueguer

O Clone (Parte 4)


Atenção: Para a total compreensão dos fatos descritos a seguir é sugerido antes a leitura de O Clone (Parte 1), O Clone (Parte 2) e O Clone (Parte 3).

Título: O Clone
Gênero: Ação/Suspense
Contem: Agressão Física

Katy estava acabada, e sabia disso, sem Susan ao seu lado não poderia mais ir ao prédio da polícia e nem pegar mais informação nenhuma lá. Sua missão parecia ter acabado de vez. Agora ela estava no supermercado, como uma pessoa comum, comprando comida como uma pessoa comum, se o mundo soubesse quem ela era e o que estava fazendo... talvez fosse diferente, talvez.
No corredor de molhos Katy procurava por alguma coisa especial para por em uma macarronada, passava e repassava os olhos pelas prateleiras e não encontrava nada que pudesse lhe saciar até que os agentes da Tiger viessem lhe buscar. No mesmo corredor, mais ao fundo, um velho carregava suas compras e tossia em cima dos produtos, chamando a atenção de todos à sua volta, que iam se distanciando e mudando de corredor com medo do idoso.
Katy se virou para ver o que estava acontecendo e viu que o que ela esperava viera muito mais cedo do que ela percebera. Katy foi ao centro do corredor aonde ficavam à mostra as facas especiais de aço em promoção, ela abriu um pacote e, como o maior cuidado para não se machucar colocou quatro facas na parte de trás de sua calça super-justa ao corpo, logo após foi ao encontro do idoso que se divertia tentando escolher um tipo de macarrão, ela se aproximou do velho e disse:
-Cabelos de anjo ficam muito bom com cogumelos.
-Ah! Oi e... como você diz que se chama mesmo?É... hum...- dizia o velho esfregando as têmporas, até se lembrar- Katy, não é?
-Exatamente!
-Eu tinha uma esposa com esse nome... Mas enfim, como vai você na nova vida longe de seu querido amigo.
-Vai muito melhor do que antes, o que te traz à essa visita?
-Bem, minha amiga, você já deve ter percebido que sua missão acabou, não é? E que agora tudo o que nos resta é descartá-la!
-Tente- disse Katy dando meia volta para sair dali.
-Se eu fosse você tomava muito cuidado com esse mercado, existem muitos pequenos acidentes que podem acontecer aqui. Não gostaria de perder uma amiga tão boa assim.
Katy entendeu o recado, pegou o carrinho de compras, deu meia volta, e começou a andar, agindo o mais normal possível que pode, conforme foi passando pelos corredores pode perceber rostos conhecidos ali. Rostos que a cada corredor a encaravam e a seguiam. Até que um deles realmente teve coragem de agir.
Uma mulher gorda encheu o carrinho de compras com várias latas de óleo e sem querer soltara o carrinho na direção de Katy, que teve milésimos de segundos para reagir, pulou para a direita e viu o carrinho da mulher gorda se chocar contra o dela, amassando-o em várias partes.
Katy não teve tempo nem para descansar, logo em seguida vieram outros agentes em sua direção que começaram a atirar contra ela, que se começou a correr em direção à saída. mas quando chegou lá, percebeu que os agentes estavam lá também. Foi bem nessa hora que uma voz soou nos alto-falantes:
-Atenção senhorita Katy Hawkins, o prédio está cercado, é inútil tentar fugir, entregue-se ou coisas ruins começarão a acontecer com inocentes.
Um silêncio ecoou pelo ar, Susan foi em direção dos dois agentes que cercavam a porta com as mãos na cabeça. Eles deram um sorriso irônico e vieram em sua direção, assim que chegaram bem perto Katy sacou duas das facas que tinha na calça e golpeou um no pescoço. Quando o segundo viu o que acontecera tentou prender as mãos da moça mas teve seus olhos furados por ela.
Rapidamente Katy deixou o supermercado e fugiu, correu em direção ao Ford vermelho estacionado estrategicamente perto da porta, entrou nele e fugiu. Quando olhou pelo retrovisor e viu que não tinha ninguém a seguindo percebeu que algo ruim lhe esperava.

***

Katy tomou uma decisão talvez estúpida, mas era a única a ser tomada. Foi em direção à casa de Susan, pegou algumas roupas, colocou na mala, pegou um de seus vários documentos falsos, algumas armas e munição, e fugiu.
A viajem foi tranquila, ninguém a seguira durante duas horas. Katy estava muito confiante com sua vitória, mas o destino não é tão bondoso assim. Logo mais a frente Katy teve que parar em uma blitz.
O policial a fez parar, e assim que Katy encostou e abaixou o vidro ele disse:
-Você tem os documentos do carro?
-Tenho claro- ela respondeu passando os documentos para o policial que os analizou meticulosamente.
-Você se importa se eu der uma olhada no porta-malas?
-Não, claro.
Katy desceu do carro deu uma volta e abriu o porta-malas, que estava vazio com apenas uma mala pequena.
-Posso dar uma olhada na mala?- o policial falou.
-Claro.
Ele abriu a mala, olhou todos os bolsos e... encontrou algo que realmente não era muito animador para Katy. O policial levantou os olhos, chamou os colegas e disse:
-Sabe moça, recebemos uma denúncia de um Ford vermelho que levaria um carregamento de cocaína para o outro lado do país, e olha que legal o que eu encontrei.
O policial rasgou um pedaço da mala e deixou cair vários blocos de cocaína no chão.
-Isso não é meu!- disse Katy.
-É... nós sabemos que não.

***

Prostituição. Essa fora a acusação que levara Susan para a cadeia. Mas também, uma mulher bonita, quase nua, vestindo apenas um jaleco, pedindo carona para os caminhoneiros que passavam. Era um pouco óbvio que mais cedo ou mais tarde algo parecido aconteceria. Pelo menos foi a polícia que parou para dar carona, Susan tremeu ao pensar em outra pessoa fazendo isso.
Naquele momento Susan estava no refeitório, era horário de almoço e ela não tinha conseguido provar sua inocência até agora. Ela estava  passando pela porta quando avistou um rosto conhecido do outro lado do refeitório. Seu clone. As duas mulheres se entreolharam, sabiam que não tinham mais nada a perder, só ali dentro poderiam resolver aquele assunto, e o mesmo tinha que se resolver ali, agora.

Continua...

Novo Projeto: Füher



Füher é um dos contos que pretendo escrever logo após o término de O Clone, o meu primeiro projeto, ao qual tenho dedicado grande parte do meu tempo. A história de Füher se desenrolará, como vocês devem ter percebido pelo título, na Alemanha nazista, lá Sara ,uma menina criada em uma família ariana tipicamente à favor de Hitler, se apaixonará por Abraham, um judeu que tenta se salvar das garras do governo da época. O romance dos dois colocará em choque toda a sociedade da cidade em que vivem, e terão de testar se o amor realmente resiste à tudo.
Não perca! Füher estreará na terça-feira que vem, nesse mesmo blog.

ATENÇÃO: Eu nunca, never, nie, mai, 決してない, simpatizei ou simpatizarei com o nazismo, ok? E a intenção desse conto é justamente o contrário!

O Clone (Parte 3)


ATENÇÃO: Para a total compreensão dos fatos descritos a seguir é sugerível antes a leitura de O Clone (Parte1) e O Clone (Parte 2).
Nome: O Clone
Gênero: Suspense
Contem: Agressão Física

A Morte pode parecer uma coisa ruim para muitos, mas para Susan, depois de todos os fatos decorridos, seria uma suave e doce solução, mas ela não era tão sortuda assim.
Susan acordou com uma forte dor de cabeça, quando abriu os olhos se viu em uma sala de cirurgia, completamente nua. Ela ficou deitada na cama esperando a dor de cabeça passar, e tomando coragem para enfrentar o que estava por vir. Quando finalmente conseguiu se levantar pode ver completamente o ambiente ao seu redor: era uma sala branca com um grande vidro na lateral, daqueles usados em salas de interrogatório aonde só a pessoa do outro lado te enxerga e você não vê nada; a cama aonde estava sentada era o único móvel ali, e a única saída era uma porta de metal que ficava do lado oposto ao do vidro.
Susan se levantou ainda tonta de onde estava e cambaleou até a porta aonde incessantemente gritou e tentou forçá-la a abrir. Quando suas forças finalmente acabaram ela encostou na parede e desceu lentamente até o chão, de lá pode ver que existia duas câmeras em lados opostos da sala. "Susan, Susan, aonde você se meteu garota..." ela pensava.
Do outro lado da câmera Megan observava a hóspede por televisores, acompanhada de um senhor baixo, idoso e gordo que anotava tudo o que Susan fazia em uma prancheta enorme que tinha em suas mãos. Minutos depois de Susan acordar, Jeremy chegou na sala dos televisores para ver o que estava acontecendo.
-Ela já acordou?- ele perguntou, puxando uma cadeira para se sentar.
-Acordou- Megan respondeu sem desgrudar os olhos da tela-, o que você está fazendo?
-Eu vim ver como nossa amiguinha estava- Jeremy respondeu.
-Você sabe muito bem que você não deveria estar aqui.
-Como não, eu também trabalho aqui.
-Você deveria estar vigiando Susan.
-Eu estou.
-A outra Susan.
-Pois é, eu estou vigiando, só que não posso passar 24 horas grudado nela.
Após essa afirmação Megan saltou de sua cadeira e pulou em cima de Jeremy, com a mesma força e graciosidade de um leão.
-Eu não vou suportar mai escapes, entendeu.
-Você está me machucando- Jeremy falou.
-Eu não vou ficar uma semana correndo atrás de uma policial idiota para depois chegar um projeto de homem que nem você e estragar tudo!- continuou Megan ignorando o que o colega disse.
-Eu acho que você está reclamando com a pessoa errada, que eu saiba você deixou ela escapar, agora sai de cima de mim que você está me machucando.
-Megan!- o idoso disse-, deixe Jeremy em paz.
A mulher obedeceu ao homem sem reclamar, suportando o riso de vitória de Jeremy.
-E Jeremy- continuou o idoso-, volte para a cidade e fique grudado em Susan 24 horas por dia, e saiba que se ela fugir de novo... digamos que teremos mais um corpo para descartar.
-Sim senhor- disse Jeremy se levantando e limpando a roupa suja do chão.

***

Três dias se passaram com Susan presa dentro da sala, ela já havia pensado em vários planos de fuga, mas nenhum tinha a deixa certa para acontecer.
Primeiro pensou em chutar a porta para conseguir quebrá-la, mas assim que seus calcanhares começaram a sangrar ela percebeu que isso seria impossível. Pensou em fugir quando eles lhe trouxessem comida, mas durante três dias eles não lhe trouxeram nada, nem água. Depois pensou em xingar quem estivesse do outro lado da câmera para que lhe descessem e lhe tirassem dali, mas nada aconteceu. Na sua última tentativa fingiu que enlouquecera, começou a quebrar a cama e atirá-la no vidro, cuspiu na câmera, e... nada.
Susan estava a ponto de enlouquecer de verdade quando um ideia brilhante lhe passou pela cabeça.
Megan, por sua vez, nem se comovia, parecia um robô assistindo à tudo - apesar de ter ficado bem tentada à descer quando a seção de xingos e palavrões começou, mas permaneceu firme em seu posto.
Já se fazia três horas desde o último ataque de Susan quando Megan resolveu sair da sala, já ia se levantando quando algo na tela lhe chamou a atenção. Susan pegara a cama para arremessá-la contra o vidro de novo quando caiu e desmaiou.
O velho deu um pulo de sua cadeira começou a gritar:
-Rápido! Rápido! Megan corre! Ela não pode morrer!
Os dois correram até a sala, abriram a porta e encontraram Susan deitada no chão sem consciência, era o que eles pensavam. Assim que chegaram mais perto do corpo Susan se levantou, deu um chute no velho e empurrou Megan contra a parede, e correu para fora.
Ao sair da sala, Susan viu que seu plano não era tão simples assim. O lado de fora da sala era muito parecido com uma área militar, um enorme labirinto! Ela correu por entre os corredores enquanto escutava ao longe vozes gritando seu nome. A única coisa que ela queria no momento era achar um lugar para se esconder.
Após alguns minutos correndo ela encontrou uma sala com a porta aberta, ela correu entrou lá, nem olhou o que tinha dentro, assim que viu um armário correu para se esconder dentro dele, pode parecer estúpido isso, mas funcionou. Algumas horas se passaram e ninguém a procurara ali, teve um momento em que viu um homem entrar na sala, mas o mesmo saiu sem sequer olhar dentro do armário. Susan então percebeu que o lugar estava seguro e então saiu de dentro do armário, olhou em volta do lugar e quase deu um grito ao ver o que tinha ali.
Eram dezenas de pessoas mortas em cima de várias mesas espalhadas por toda a sala que era maior do que ela pensara. Havia todo tipo de pessoas ali, homens, mulheres, crianças, adultos, adolescentes, idosos, negros, brancos, nipônicos, altos, baixos, qualquer tipo de pessoa existia ali, todos mortos em cima daquela mesas.
Susan foi passando por todos as mesas, observando horrorizada tudo aquilo. Ela não conseguia entender por que uma pessoa faria uma coisa daquelas, ela foi passando de mesa em mesa, até que parou em uma que lhe chamou a atenção: um homem loiro, alto, de pele clara que ela rapidamente reconheceu como Steven Morgan, o homem cujo o assassinato ela estava investigando.
-O que você está fazendo aqui?- ela falou se aproximando da mesa.
Ela chegou mais perto dele e tocou seu braço, qual não foi a sua surpresa quando o braço dele caiu, revelando uma estrutura de metal no lugar. Ela se aproximou do corpo e viu o quão estranho era isso.
O homem ali parecia ser um robô, uma cópia idêntica à do falecido, sua estrutura de metal era coberta por uma grossa camada de carne, pele e gordura. Susan estava examinando o braço quando viu um olho entalhado na parte de ferro exposta do robô. Ela reconhecia aquele símbolo, era o simbolo da Tiger International. Então aquela empresa estava realmente tramando alguma coisa, mas para Susan aquilo não fazia sentido nenhum.
De repente Susan escuta passos vindo na direção da sala, ela coloca o braço no lugar aonde estava e se abaixou atrás da mesa. Na sala entraram o velho que acompanhara Megan e um rapaz muito mais novo, aparentando uns 25 anos.
-Então Kevin- o velho discursava enquanto vestia um jaleco e colocava luvas-, o que você queria me dizer?
-Senhor, não encontramos a moça que fugiu do quarto 602- o rapaz respondeu.
-Droga- disse o velho chutando um balde que estava na sua frente-, ela não pode fugir!
-Me desculpe a pergunta senhor, mas por que você constrói esses clones? Só matar seus inimigos não resolve?
-Meu caro Kevin, esses clones funcionam como uma especie de espiões, eles substituem os inimigos, e por meio deles eu fico sabendo o que as outras pessoas estão fazendo.
-Desculpe, mas ainda não entendi.
-Bem, vamos ver... aquele ali- disse eles apontando para o jovem Steven Morgan, e começou a se aproximar da mesa-, esse homem se infiltrou na minha empresa, como a grande maioria aqui, para obter informações, mas eu não sou idiota, eu o subistiuí, e graças ao seu clone eu descobri vários outros investigadores infiltrados e agentes duplos.
-Agora sim, eu entendi.
-Mas ainda existe um detalhe, o clone não pode saber que é um clone.
-Como assim?
-Ele deve ser exatamente igual ao original, cada detalhe, tanto físico como mental, para extinguir completamente as chances do plano dar errado.
A conversa foi se estendendo, e Susan começou a entender o que estava acontecendo ali, ela sabia que se ficasse ali seria morta, então resolveu brincar com a sorte.
Susan saiu debaixo da mesa de Steven Morgan, e deu um soco no idoso, logo após o jovem Kevin tentou atacá-la, mas ela foi mais rápida, pegou o braço de ferro do clone e bateu com ele no homem que caiu sem consciência no chão. Depois virou-se contra o velho e fez o mesmo.
Susan pegou um jaleco que estava em cima de uma mesa vestiu- pois ainda estava nua-, e saiu da sala, dessa vez armada com uma arma que roubara de Kevin. Ela conseguiu passar por vários seguranças sem ser notada, até que enfim chegou na porta.
Quando saiu viu que tudo envolta era neve, provavelmente se saísse morreria de hipotermia. Susan pensou em voltar para pegar algo para se aquecer, mas lembrou que poderia ser pega se fizesse isso. Então Susan resolveu tentar a sorte, de novo, saiu no gelo, completamente desprotegida, provavelmente morreria antes de cumprir sua missão, mas pelo menos teria tentado.

Continua...

Novo Conto: DEADMAN

O Clone (Parte 2)

















AVISO: Para a compreensão total dos fatos descritos nesse conto é sugestivo ler antes O Clone (Parte 1).


Título: O Clone
Gênero: Suspense
Contém: Agressão Física


Susan estava gelada, um vento frio soprava seus cabelos contra o rosto, quando abriu os olhos e viu uma imensa luz branca teve certeza de que estava morta. No fundo de seu coração fez uma prece para que fosse para um lugar melhor e não pior. Logo após que terminou sua prece e abriu os olhos percebeu finalmente que não estava morta, e sim num hospital, a luz nada mais era que uma lâmpada que ficava em cima de sua cama, o vento vinha de um ventilador e o frio vinha do mês.
Já era dezembro, Susan passara dois meses em coma, as folhas que cobriam o chão já haviam se transformado em neve a algumas semanas. Demorou um tempo até que ela se lembrasse do que tinha acontecido, mas quando lembrou tentou se levantar, mas suas costas doíam demais para isso.
Algum tempo depois de acordar uma enfermeira chegou no quarto de Susan e a saudou com um sorriso empolgante dizendo:
- Oh, Meu Deus! Você acordou!- disse ela se aproximando- Você não sabe o que passou, foi uma luta terrível para te manter viva! Mas graças à Deus você está bem! Nós sabíamos que você ia se recuperar bem, mas...- a tagarela enfermeira ia continuar quando percebeu que sua paciente não estava entendendo nada- Desculpe... eu estou muito animada por você ter melhorado.
-Que dia é hoje?- disse Susan após um esforço enorme.
-25!
-25?! Nossa! Eu dormi um dia inteiro!
-Não, você dormiu dois meses inteiros.
Só depois de escutar isso que Susan reparou nos papais-noéis espalhados no quarto. "Dois meses..." ela pensou"..o que será que aconteceu enquanto eu estava fora?". Mas seus pensamentos foram logo respondidos pelo comentário da enfermeira.
-Sua irmã vai ficar muito feliz em saber que você está bem, me espere que vou chamá-la!
"Minha irmã?" Susan pensou "Ela atravessou um continente todo para me ver? Pensei que estivéssemos brigadas".
Logo a enfermeira entrou trazendo pelo braço ninguém mais ninguém menos que o clone de Susan, mas diferente de antes, com uma expressão tão comovente que ganharia o Oscar de Melhor Drama.
-Oh, Susan... que bom que você está bem- disse o clone se aproximando- foi tudo tão difícil, mamãe queria vir, mas eu disse a ela que não precisava viajar de tão longe, ainda mais no estado de saúde dela, ela vai ficar tão feliz!- e após dizer isso se jogou nos braços da "irmã" e sussurrou- Grita que eu te dou um bom motivo para gritar!
Obediente Susan ia concordando com tudo o que seu clone dizia. Pela história inventada pelo clone, ela era irmã gêmea de Susan, Katy, as duas não tinham muito contato, mas assim que soube que a irmã se acidentara na estrada veio correndo para ajudar. Susan estava imóvel na cama, seu corpo ainda tinha as marcas do "acidente", e sentada ali teve tempo o bastante para encarar o inimigo. O clone não parecia assim tão assustador de dia, na verdade ela era só uma pessoa, a noite provavelmente deram um toque sobrenatural aos traços mais fortes do rosto dela, uma das coisas que mais chamava a atenção eram as mãos e as orelhas, os dedos em grande parte não tinham a primeira articulação, e as orelhas eram todas cheias de cicatriz e marcas uma delas que se estendia até o pescoço, o clone parecia ter passado por uma verdadeira seção de tortura. Susan observava e guardava muito bem isso na sua mente, talvez isso lhe seria útil mais tarde.
Logo após a saída da enfermeira Susan teve uma visita, dessa vez de Jeremy. Por mais que se encontrar com um cara que era apaixonado e que não aceitava não como resposta fosse um ruim, para Susan ver um rosto conhecido que não pulasse em cima dela com um revólver já era muito mais que bom.
Jeremy entrou no quarto com um buquê de rosas nas mão cobrindo o rosto, se aproximou da cama e abaixo o buquê falando:
-Surpre...- cortou sua palavra ao ver o clone sentado ao lado da cama, ele engoliu seco, ficou sério e continuou ignorando completamente o que ia dizer antes- fiquei sabendo que você tinha ficado doente, te trouxe isso- e esticou os braços entregando o buque em cima da cama.
Uma atmosfera completamente ruim tomou conta daquele lugar. Jeremy se sentou do outro lado do quarto numa cadeira de plástico e ficou encarando Susan e sua "irmã", por sua vez Katy parecia achar alguma coisa engraçada já que não tirava um sorriso do rosto. Já Susan parecia meio perdida nessa atmosfera, assimilar os fatos estava se tornando cada vez mais difícil para ela, só tinha certeza de uma coisa: o mundo que existia antes do dia 24 de novembro não existia mais, e agora tudo que restara era um lugar completamente cheio de sombras, aode um escorregão a levaria à morte.


***

Segunda-feira, se você acha esse o pior dia da semana se coloque no lugar de Susan: os colegas do Departamento de Polícia lhe preparam uma festa comemorando sua recuperação e ela teria de levar Katy consigo.
Se tinha uma coisa que Susan aprendera com uma semana no  hospital na companhia de Katie era que seu clone só parecia fisicamente com ela, mas tinha um intelecto e uma força imensamente maior que a dela, então lutar contra seu clone sozinha seria uma derrota premeditada, então pensou num plano: pediria ajuda para Jeremy ele com certeza ajudaria nisso, Susan só teria que fazer uma coisa bem simples: convencê-lo da absurda ideia de que ela tinha um clone assassino que a perseguia.
A festa preparada pelos policiais foi a mais terrível que existiu, encarar alguém mentido na sua frente por 3 horas seguidas era um absurdo, e ter que encarar isso com um sorriso na cara então nem se fala... Foram várias tentativas de ficar à sós com Jeremy, mas toda vez Katy a chamava: "Susan prova isso aqui!", "Mana olha essa foto!", "Sue, volta aqui me apresenta seus amigos", a voz de seu clone se tornara um tormento, mas depois de um tempo, em uma brecha mínima Susan consegui ficar à sós com Jeremy. Ela o puxou pelo braço até um lado mais afastado do resto das pessoas que cercavam Katy com perguntas, que por sua vez tentava esticar o pescoço por ângulos impossíveis para vigiar a irmã. Finalmente a sós Susan pode conversar com Jeremy que escutou pacientemente cada pedaço da história, acreditando em tudo sem fazer muitas perguntas.
-E então- perguntou Susan-, você vê alguma alternativa?
-Talvez- o rapaz falou -, tem uma pessoa que pode me ajudar nisso, mas tem que ser hoje.
-Hoje? Como eu vou fazer isso?! Você viu como ela fica no meu pé?
-Na hora do almoço, você vai até o banheiro, entra sozinha e foge pela janela. Eu vou te esperar do outro lado na rua com uma amiga minha.
-Amiga? Mas que amiga?
-Depois eu te falo, lembre-se: almoço, banheiro, janela, beco dos fundos.

***

Às vezes temos a simples sensação de que tudo vai ficar bem, não é? E de repente vimos que não é bem assim...
Susan conseguiu despistar o clone, correu para o banheiro e se enfiou pela janela, descendo até o beco - nunca ela ficou tão feliz por terem colocado uma janela enorme no banheiro feminino. No beco Jeremy já a esperava, sozinho.
-Cadê a sua amiga?- ela perguntou.
-Eu não sei, já era para ela estar aqui a muito tempo- ele respondeu.
Susan já perdia as esperanças quando um Mercedes preto apontou no beco. O carro estacionou o mais perto que podia e de dentro dele saiu uma mulher extremamente magra, branca como se já estivesse morta, com cabelos negros presos em um rabo de cavalo. A mulher se aproximou e disse:
-É ela?
-É ela sim Megan- Jeremy respondeu.
-Então vamos rápido com isso.
Susan já tomava folego para explicar a história quando de repente Jeremy lhe deu um chute na barriga tirando todo o seu ar. A mulher a segurou pelos braços com uma força sobre-humana e aplicou uma injeção no seu braço. Susan se contorceu com a dor, e então sua visão foi ficando embaçada, até que enfim desmaiou.
Jeremy e Megan a pegaram pelo braço e a colocaram no porta-malas do carro.
-Você vem?- a mulher perguntou.
-Não, eles podem sentir minha falta.
Lentamente eles deixaram o beco, e cada um tomou um rumo diferente. Ao chegar na frente do Departamento de Polícia encontrou Katy lhe esperando.
-Aonde vocês a levaram?- ela perguntou.
-Ela não é mais problema seu- ele respondeu.

Continua...